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Porque é que o stress engorda?

Porque é que o stress engorda?

No frenético quotidiano da vida urbana, as tensões parecem uma presença constante. O trânsito está sempre um caos, o estar sempre online deixa-nos mais despertas do que é suposto e o fim de semana parece durar meia hora. Que stress.

Esperemos que este cenário caótico diga respeito apenas aos piores dias, e não aos mais comuns, mas o certo é que o stress tende a estar presente no nosso dia a dia. O resultado? Dormimos mal, não aproveitamos o convívio com os amigos e deixamos os cuidados alimentar de lado, para comer algo ‘mais fácil’ de se preparar ou que nos aconchegue e faça esquecer as frustrações de um dia altamente stressante. ‘Tive um dia péssimo, eu mereço este gelado’ – Que levante a mão quem nunca usou esta desculpa.

Mas todas sabemos que este conforto encontrado na comida não é mais que um presente envenenado. O motivo é mais que sabido: comer com o coração, em vez de com o estômago, faz com que engordemos.

Mas não é só no aumento de peso que este ‘ataque’ ao nosso organismo se manifesta.

Nos momentos de maior stress, em que não estamos interiormente bem, há uma série de fatores psicológicos e hormonais que podem favorecer o excesso de peso. E a ciência prova que a culpa não é inteiramente nossa. Chamemos-lhe uma forma de defesa, que atua no organismo do ser humano desde o tempo dos nossos mais antigos antepassados.

Quando sobre muito stress, o cérebro pensa que estamos em alguma situação de perigo. Como defesa, liberta glicose para o sangue, de modo a garantir energia necessária aos músculos, para se defender no momento de ataque. Além disso, nos momentos de suposta ameaça o cérebro liberta liberta três hormonas: epinefrina, norepinefrina e cortisol – esta última, comummente conhecida como ‘hormona do stress’.

Depois do ‘perigo’…

Ora, passada a ameaça, os níveis de epinefrina e de norepinefrina voltam aos níveis normais. Mas o cortisol pode-se manter elevado por mais tempo. Consequentemente, em casos de stress crónico o cortisol permanece elevado. Tal vai estimulando constantemente a libertação insulina que serviria para metabolizar a gordura e hidratos de carbono em energia.

Mas porque tudo isto acontece em quantidades excessivas, o pâncreas bombeia insulina com o intuito de voltar a nivelar os normais níveis de açúcar. Esta diminuição de açúcar na corrente sanguínea é pois o que nos faz sentir fome. E é por isso que sentimos essencialmente desejo de hidratos de carbono e gordura quando estamos stressadas.

Em suma, quando se rende àquele guilty pleasure de comer um gelado, não está apenas a compensar-se pelo mau dia que teve. Está na verdade a responder ao estímulo que inconscientemente lhe pede açúcar.

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