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Não há dois pulmões iguais. Não há dois cancros iguais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o cancro do Pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade no mundo. O que lhe falta saber?

pulmão, respirar

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o cancro do Pulmão é a doença oncológica com maior mortalidade no mundo.

Em Portugal, os dados existentes indicam que são diagnosticadas catorze pessoas com cancro de pulmão, ocorrendo também onze mortes, por dia. Urge, pois, convergir esforços de todos para alterar esta realidade.

Por norma, este tipo de cancro é diagnosticado numa fase mais avançada e é associado a um maior estigma social, mesmo não sendo uma doença exclusiva dos fumadores, o que induz a uma postura menos proativa por parte dos doentes com cancro de pulmão.

De salientar que os grandes avanços e novas abordagens de tratamento desta patologia que têm ocorrido ao longo dos últimos anos, ainda não são do conhecimento de todos, persistindo, para muitos, a associação deste diagnóstico a um prognóstico muito desfavorável.

Na realidade temos assistido a um crescente avanço no que concerne ao conhecimento da doença, até mesmo uma mudança de paradigma, que tornaram possíveis “mais” anos, mas também, melhor qualidade de vida, naturalmente com nuances relativamente a cada caso. De facto, um diagnóstico precoce permite resultados mais prometedores, pelo que, não havendo ainda um rastreio populacional em Portugal, algo que ambicionamos e estamos a trabalhar para que se torne realidade, a valorização de eventuais sintomas inicias é extremamente relevante. Daí resulta a importância de conhecer, estar atento, não desvalorizar, procurar ajuda por parte dos cuidados de saúde.

A Pulmonale todos os anos em novembro, mês em que se assinala o cancro do pulmão, leva a cabo uma campanha de consciencialização/sensibilização da população em geral para o cancro do pulmão, abordando várias questões, desde logo o tabagismo enquanto principal causa desta patologia.

Nos últimos anos falamos da esperança de que todo o avanço científico tem possibilitado tornar tangível. O ano passado demos um grande enfoque à identificação dos sintomas iniciais, tantas vezes leves, transversais a outras patologias, frequentemente desvalorizados, sobretudo pelos não fumadores.

Este ano, a nossa mensagem é de envolvimento dos doentes diagnosticados com este carcinoma, sendo que cada cancro tem o seu próprio perfil, individualizado, decorrente quer da heterogeneidade da patologia quer do próprio hospedeiro.

Cada caso é único e essa identidade deve estar na base do tratamento do paciente numa perspetiva holística em que a participação do doente é muito importante.

De um modo geral, enquanto população temos uma baixa literacia em saúde, não sendo diferente quando falamos desta doença.

Nesse enquadramento, a Pulmonale tem como um dos seus propósitos contribuir para a capacitação das pessoas no que se refere ao cancro do pulmão, desde a prevenção, a toda a jornada do doente, e naturalmente ao papel do cuidador.

Essa atitude informada, responsável e participativa é um dos pilares da base de uma realidade que devemos promover, assente na centralidade dos cuidados de saúde no paciente. Tal, no entanto, só será possível, muito para além de uma mera reorganização do Sistema Nacional de Saúde, quando cada um de nós consiga assumir um papel determinante no processo da sua própria saúde/doença.


Artigo escrito por Isabel Magalhães, Presidente da Pulmonale

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