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As mulheres procuram isto nos sites de encontros

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Os websites e as aplicações de encontros já não são uma novidade. Com as rotinas cada vez mais exigentes e as tecnologias a tomarem conta das nossas vidas (mesmo que não nos apercebamos), estas plataformas tendem a crescer ainda mais.

Já não é tão comum procurar o amor da nossa vida, ou apenas daquela noite, num bar ao ritmo de uma música acelerada e de uns quantos cocktails. Agora, tudo acontece com a intermediação de um telemóvel, no conforto do sofá.

Nem tudo são flores

Ainda que a popularidade destas plataformas esteja permanentemente a crescer, estas novas formas de começar relacionamentos estão ligadas a problemas de autoestima e complexos com a imagem. Segundo um estudo da Universidade do Texas, que contou com a participação de cerca de 1.300 pessoas, maioritariamente estudantes universitários, quem usa este tipo de aplicações tende a estar menos satisfeito com o seu corpo, em comparação com os que não usam nenhum tipo de aplicação de encontros.

Este estudo que se centrou no uso da aplicação Tinder, provou ainda que, independentemente do género, os utilizadores têm maior propensão para serem mais críticos do seu corpo, acabando por questionar o seu próprio valor.

O amor nem sempre acontece e muitas vezes ocorrem casos de rejeição e ser rejeitado, prova outro estudo, causa uma dor semelhante a uma dor física. Aqui, são ativados mecanismos do cérebro que processam a dor emocional da mesma maneira que o fazem para a dor física. Isto acontece porque ambas partilham a mesma representação somatossensorial, sistema do corpo humano que permite à pessoa ter sensação nas várias partes do corpo. O organismo é, assim, incapaz de diferenciar a dor de um dedo partido da dor de uma rejeição amorosa.

Afinal, o que procuram mulheres e homens nos sites de encontros?

Quanto a quem procura estas aplicações, tanto os homens como as mulheres tentam encontrar o amor através do ecrã do telemóvel. No entanto, o que cada género procura tende a ser diferente.

Um estudo da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, provou que as mulheres tendem a escolher os seus parceiros, nas aplicações de encontros, com base no seu nível educacional. Com 41.936 participantes, este estudo concluiu ainda que a idade da mulher também influencia o que ela procura. É durante o seu período fértil que se revela mais exigente e procura parceiros com um nível educacional semelhante ou superior ao seu.

Com a idade, a exigência tende a diminuir nas mulheres, mas o oposto acontece com os homens, que se mantêm estáveis até perto dos míticos 40 anos. São também as mulheres quem exige mínimos educacionais mais elevados, quando comparadas com os homens, nos sites de encontros.

Isto pode ser explicado, segundo Arash Emamzadeh, psicólogo, devido ao facto de as mulheres, poderem estar interessadas na parentalidade. “Em muitas culturas, pelo mundo, as mulheres recorrerem à educação (bem como a outros fatores como a saúde ou fiabilidade) como indicadores da capacidade do homem para ser seu parceiro“, explica Arash.

“Estudos anteriores provam ainda que a educação está positivamente associada à inteligência e ao ‘status’. Homens mais espertos e com um ‘status’ superior tendem a ser parceiros mais capazes, pelo menos quanto aos recursos necessários para educar uma criança“, conclui o psicólogo.


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