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“Muitas mulheres ainda tem uma ideia fechada sobre exercício físico na gravidez”

Cláudia Vieira aconselha a que a grávida mantenha o mesmo ritmo que tinha antes de engravidar. À WH partilha outros conselhos sobre o treino nesta fase da vida.

Foi mãe de Maria aos 30 e de Caetana aos 40. Duas gravidezes em fases muito distintas da sua vida e que fazem a sua experiência ser uma mais-valia a partilhar com outras mulheres. “Claro que cada caso é um caso, há exceções que merecem toda a atenção”, ressalva Cláudia Vieira, em conversa com a Women’s Health que reconhece que, na grande maioria dos casos, a mulher grávida deve manter a prática de exercício físico.

“Eu pratiquei sempre. Mas acho que muitas mulheres ainda têm uma ideia um bocadinho fechada sobre o exercício físico na gravidez. Algumas ficam chocadas quando veem alguém com barrigão a praticar exercício físico, ou acham que só podem treinar até uma determinada fase, ou que nos 3 primeiros meses não podem, por o risco de abortar ser gigante. Ou seja, acho que existem muitos tabus à volta dessa questão”.

Uma questão que a atriz comenta pela sua própria experiência, que se baseou sempre na informação cedida por especialistas. De uma coisa não tem dúvidas: o corpo da mulher tem uma capacidade absolutamente incrível de proteger o feto. E não vai ser à partida pela prática de exercício físico que vai provocar um abordo. Pode até acontecer durante um treino mas, normalmente, há outras condicionantes”, assume, e acrescenta: “o que se deve fazer é, sim, uma alteração do exercício para algo que não tenha impacto. Este tipo de desporto sim, deve ser evitado”.

Já uma aula de yoga, flexibilidade, levantamento de pesos… porque não? “Até uma aula de abdominais pode ser praticada por uma grávida, desde que devidamente adaptada e com a devida consciência das mudanças no corpo para garantir que as costas estão bem posicionadas, que não se está a sobrecarregar a lombar… temos de estar muito atentas. Ouvir muito o nosso corpo mas, acima de tudo, a grávida deve fazer exatamente o mesmo ritmo de vida que fazia antes”, desde que com a devida adaptação, aconselhada por um profissional do exercício físico.

“Quando estava grávida da Maria, saltei de paraquedas”

A provar que o corpo humano tem uma capacidade imensa de proteção, Cláudia Vieira dá um exemplo pessoal. “Como é óbvio, eu não sabia que estava grávida, é importante que isto fique bem claro. Mas quando estava grávida da Maria, saltei de paraquedas. Há lá coisa mais alucinante do que esta? Eu soube que estava grávida quando estava quase a fazer 2 meses de gravidez, foi na sétima semana. E devo ter saltado quando estava grávida de 3 semanas. No entanto, a minha gravidez foi muito tranquila, até ao final!”.

Aventuras radicais à parte, Cláudia Vieira defende que as mulheres não deixem de treinar por estarem grávidas, pelo contrário! E se durante a gestação é importante ouvir o corpo, respeitá-lo e adaptar o treino a cada fase, também após o parto importa garantir o mesmo respeito para com o seu corpo. “Há que dar tempo!”

“A Caetana nasceu numa fase muito atípica das nossas vidas: ela nasceu em dezembro e em março entramos em quarentena. Confesso que tal coincidiu com uma fase da minha vida em que eu achava que ia começar a treinar. Até 1 ou 2 meses da bebé nascer, acho que o corpo está demasiado desarrumado para treinar. No meu caso, como foi cesariana, foi uma brutalidade para o corpo, que precisava de relaxar”, reconhece. “E a verdade é que não devemos ter o objetivo de voltar à nossa forma física anterior de uma forma urgente.”

Ainda assim, e com o devido tempo, a nossa entrevistada aconselha a que as mulheres não se desliguem, nem se esqueçam delas próprias. “Não descurem de ter hábitos saudáveis porque só estando bem connosco próprias é que conseguimos ser boas mães, boas profissionais”. Tudo isto, com o respeito pelo corpo e com a consciência de que “não temos de estar absolutamente incríveis após termos um bebé”.

No caso da sua segunda gravidez, Cláudia reconhece que, quando se sentia preparada a retomar o ritmo de treino, não teve esta liberdade nem predisposição “porque tudo fechou e em casa é mais difícil de gerir o meu tempo”. Por isso, iniciou a sua recuperação em casa, “mas mais tarde”, com acompanhamento de personal trainer que focou o seu plano na recuperação física, “com um pouco de cardio e intensificação muscular”. “Foi uma coisa muito ténue, muito lenta e muito tarde em relação ao que eu desejava. Mas ao final de 9 meses ou 10, quase 1 ano, retomei a prática de exercício físico quase no mesmo registo que tinha anteriormente, com a diferença de que passei a incluir treinos com eletroestimulação 1 a 2 vezes por semana”. “Neste momento, a Caetana ainda não tem 2 anos, sinto que já recuperei na totalidade a minha forma física”, diz-nos.

A maratona da maternidade

A nossa conversa com Cláudia Vieira sobre a prática de exercício físico na gravidez surgiu no âmbito da 5ª edição da Maratona da Maternidade. Uma iniciativa da BebéVida, que escolheu a associação ‘Make-a-Wish’ para receber os donativos angariados através da inscrição neste evento, de que Cláudia Vieira é madrinha.

“Acho esta iniciativa da BebéVida muito importante por várias razões. A primeira é o incentivo à natalidade porque realmente Portugal tem uma baixa taxa de natalidade. Em segundo, porque tem um cariz solidário já que todo o valor angariado, vai todo para a Make-a-Wish, de que eu sou embaixadora, ajudando a realizar desejos de crianças gravemente doentes e que por vezes precisam ali daquela lufada de ar fresco, um incentivo a que recebam mais tratamentos, para ajudar a suportar melhor esta fase menos boa da vida deles. A terceira razão é o facto de desafiar as pessoas a que se mexam, pratiquem desporto e que tenham hábitos saudáveis. Eu identifico-me totalmente com esse lado, o nosso corpo merece ser cuidado, merece estar forte”, reconhece a atriz.

Além de várias palestras sobre o tema gravidez, esta Maratona – cuja inscrição tem um custo de 2€ – vai contar com uma aula de pilates e condição física, para que grávidas e não grávidas possam treinar, via online, com Cláudia Vieira. O plano conta ainda com uma caminhada ou corrida de 3km, que a madrinha do evento incentiva a que todos participem! É que se, durante o evento, forem completados 1000 ou mais km, “a BebéVida assume o compromisso de dobrar o valor angariado para entregar à Mak-a-wish”. Por isso, a caminhar ou a correr, partilhe o seu momento de participação na Maratona da Maternidade nas redes sociais e ajude esta causa solidária.

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