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Estas portuguesas mudaram de vida para encontrar o próprio equilíbrio

Mais qualidade de vida depende de nós. Estes três testemunhos mostram como.

Estas portuguesas mudaram de vida para encontrar o próprio equilíbrio

Queremos ser perfeitas, conseguir manter no ar todos os pratos de malabarismo (figurativo); um prato para a família, outro para o trabalho, outro para a casa e outro ainda para a vida pessoa. Então e o seu ‘prato’ pessoal, o da mulher que faz tudo isto?

Pare, respire e reformule este estilo de vida. O seu dia-a-dia não tem de ser como um número de malabarismo. Trabalhamos arduamente na procura do ponto de equilíbrio para finalmente nos apercebermos que este não é o caminho e algo tem de mudar.

Esta necessária mudança aconteceu na vida de três mulheres com quem a Women’s Health falou. Queriam ser perfeitas e esqueciam-se de si próprias… até ao momento do ‘chega’. Conheça o testemunho de cada uma delas.

Noélia Jacinto, 38 anos, Advogada e mãe de dois

Durante os momentos de mais trabalho, os meus dias começam às cinco da manhã, preparo os miúdos para a escola e vou treinar com o meu PT. Depois trabalho a partir de casa ou vou para o escritório, se tiver alguma reunião importante. Ah, na maior parte das vezes, nunca chego a casa antes das onze da noite.

Sinto pressão para conseguir o equilíbrio certo necessário entre a família e a carreira, e a minha saúde acaba por sofrer com isso. Tenho dificuldade em desligar mentalmente e conseguir uma boa noite de sono. Recentemente, trabalhei 25 dias seguidos e acabei por cair na cama doente – perdi a voz, desmaiava e vomitava, e o médico disse-me que precisava de descansar. Durante os períodos de menos trabalho, procuro terminar o dia mais cedo e ir buscar as crianças à escola e proporcionar-lhes boas experiências. Também evito trabalhar aos fins de semana. Estou a aprender a aceitar que fisicamente não consigo fazer tudo – e a sentir-me sem remorsos por isso.

Filipa Vaz, 32 anos, relações públicas e mãe de um menino

Quando o meu irmão morreu há dois anos e meio, eu não sabia o que fazer com a minha vida. Tinha um bebé de seis meses, procurei lidar com o meu luto ao iniciar um negócio de consultoria, algo que queria fazer há muito tempo. Mergulhei no trabalho, que passou a dominar todos os aspetos da minha vida. Não conseguia comer, dormir ou desligar. Às tantas dei por mim sentada no parque infantil com o meu filho e os amiguinhos a pensar nos clientes, e a parar de trabalhar às duas da manhã para me levantar às cinco.

Por volta do segundo aniversário da morte do meu irmão, tive um esgotamento. Tocou-me de tal forma que percebi que tinha de abrandar o ritmo e fazer o meu luto adequadamente. Comecei por colocar o meu filho numa creche duas manhãs por semana. Assim consegui recuperar o equilíbrio para poder trabalhar nos meus projetos. Depois deixei de trabalhar à noite para poder ter tempo de qualidade com a família e os amigos. Com isso, recuperei a minha vida.

Júlia Alves, 29 anos, Agente de viagens e mãe de dois filhos

O meu filho nasceu 15 semanas prematuro e teve de passar três meses no hospital. Eu estava a trabalhar como gerente de marketing para um operador de viagens de luxo. Era o meu trabalho de sonho. Não tinha opção: primeiro o meu filho.

Estive permanentemente ao lado dele. Por isso, decidi deixar o trabalho e iniciar o meu próprio negócio. Ter algo em que pensar ajudou-me a conquistar alguma normalidade na minha vida. E tinha que pagar as contas, de alguma forma. Agora faço malabarismos com os meus dois filhos, um marido e o meu negócio ao planificar tudo ao pormenor semanalmente num quadro gigante afixado na cozinha. Conseguir um equilíbrio trabalho/vida pessoal continua a ser um desafio, mas faço uma massagem mensal e sou exigente com a hora de dormir dos miúdos e com a minha. Relaxar com um copo de vinho também ajuda.


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