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Menstruação: Terei demasiado fluxo?

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“Se perguntar a várias mulheres o que acham da quantidade de sangue que perdem na menstruação, cada uma lhe vai dar a sua interpretação, que pode ou não corresponder à realidade. Algumas consideram que perdem muito mas afinal não tem anemia. Outras, acham que o seu fluxo é normal, embora desenvolvam anemia de cada vez que menstruam”.

Assim começa por explicar a ginecologista e obstetra Teresa Fraga, que garante que a resposta a esta questão não é fiável, porque se baseia em casos particulares. É que há várias maneiras de quantificar se o fluxo é normal ou não.

Antes de mais, importa esclarecer que a avaliação do fluxo natural numa mulher deve ser feita na ausência de tratamentos hormonais, nomeadamente a pílula anticoncecional que “reduz, na generalidade, a quantidade de sangue perdido na menstruação (que aliás não é menstruação, mas sim uma hemorragia de privação)”, diz a especialista que exerce funções no Hospital CUF Descobertas e em consultório privado, em Lisboa.

Posto isto, e embora se possa apontar como media um fluxo de 30 a 40ml por ciclo menstrual, pode-se perceber se a quantidade de sangue perdido é muito abundante quando existem coágulos a acompanhar este fluxo. Também se pode chegar a tal conclusão se tal for indicado através de uma análise sanguínea, um hemograma.

O que fazer?

Caso se confirme uma perda de sangue anormal, o primeiro passo será procurar a causa de tal sintoma, que pode ser funcional ou orgânica. O primeiro caso é tratado com hormonas. Já a causa orgânica, que resulte da existência de miomas, pólipos ou outras formações benignas ou malignas, carece habitualmente de cirurgia.

“Também pode haver alterações do fluxo que resultem de outras causas” acrescenta a ginecologista, referindo-se a alterações da função da glândula tiroideia, da hipófise, toma de anticoagulantes ou outros medicamentos não hormonais que interfiram com tais órgãos”, alerta.

Dito isto, estar atenta ao seu fluxo e questionar o seu ginecologista sobre eventuais alterações de que se aperceba – e nunca comparar o seu caso com o de outras mulheres – será a melhor forma de garantir uma eficaz avaliação do seu fluxo menstrual.

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