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Menos foco nas coleções, mais propósito

Menos foco nas coleções, mais propósito
Inês Santos Alves

Por Inês Santos Alves, Instagram @ ineslisboncover

 

A pandemia da covid19 veio obrigar a uma reinvenção e a uma adaptação da moda – há quem diga que para sempre, há quem defenda que é apenas uma mudança necessária, já ambicionada antes mas só agora “forçosamente” iniciada.

E se nós sentimos uma mudança clara nos nossos hábitos, rotinas e emoções durante este tempo de confinamento, é evidente que isso saiu da esfera individual de cada um e se refletiu no mundo e nas necessidades que tínhamos. Será que elas se mantiveram as mesmas? Será que passámos a olhar o consumo doutra forma? Como é que neste momento passámos a interpretar este mercado que é, acima de tudo, uma forma de empowerment essencial ao dia a dia: na vida em sociedade, no trabalho, até na nossa autoestima…

As tendências vão continuar a existir, o consumo vai – e deve – continuar a fazer-se, mas vai obrigar a escolhas mais inteligentes e provavelmente a uma avaliação (ainda) mais consciente da compra. Afinal, o que queremos e para que fim?

Vimos a moda a adaptar-se na produção, com a produção de máscaras que combinam com os coordenados do dia e provavelmente veremos a moda a falar cada vez mais de propósito e valores.

É possível que venhamos a comprar menos e melhor e é igualmente certo que a palavra intemporalidade venha a estar mais no nosso dicionário corrente. Ou seja, em termos práticos, o meu conselho é e vai ser sempre: investir em peças que tenham um maior compromisso com a intemporalidade em termos de roupa (que durem, que sejam mais versáteis) e cometendo exageros, que os cometamos nos acessórios: as joias vão também ganhar mais peso (mas ainda aqui é importante escolher bem e escolher com o fim “durar no tempo”) e o calçado vai, quanto a mim, continuar a ser um elemento diferenciador e marcante no estilo e na personalidade. Arriscando, arriscaria aí e nas tendências que nos assomem a vista e as quais não queremos deixar escapar! Mas atenção: não vale ir a todas… É pensar no propósito! Sempre.

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