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Esta é a melhor relação entre gorduras e saúde cardiovascular

Comer mais gorduras? Este grupo de cientistas não nega a hipótese num estudo em que se foca no seu consumo e consequências para com a saúde.

Uma alimentação altamente rica em gorduras não será, de todo, o mais indicado para a saúde humana. Mas ignorar por completo este composto não é o que se aconselha.

Quantificar aquilo que come e optar pelas gorduras certas é pois o que a maioria dos nutricionistas lhe vai aconselhar.

Por gorduras boas, esclareça-se, falamos das gorduras insaturadas. Distinguem-se das saturadas pelo número de ligações existentes entre ácidos gordos. Na prática, importa atentar que as gorduras insaturadas são sempre líquidas, já as saturadas, tornam-se sólidas quando à temperatura ambiente. É o caso da manteiga ou gordura da carne vermelha.

Assim, as gorduras ‘boas’ serão os óleos vegetais como o de girassol, linhaça, soja ou azeite, por exemplo.

Gordura é uma palavra tóxica

Apesar de se conhecer estas diferenças entre os melhores e piores tipos de gordura, vários são os especialistas que apontam como negativa a noção de que a gordura se deve evitar ao máximo. Pelo contrário, a chave está no equilíbrio entre os vários tipos de gordura, já que todos contam com vantagens a considerar.

Certas gorduras, nomeadamente as de origem em produtos lácteos, ajudam a reduzir os níveis de gordura no sangue (triglicerídeos) e aumentam os níveis de HDL, a gordura ‘boa’. Além disso, propiciam a redução de colesterol LDL o que se resume num menor risco de problemas cardiovasculares. Estas conclusões foram apontadas por um grupo de nutricionistas da Universidade de Harvard. Os especialistas defendem que um equilíbrio no consumo de todos os tipos de gordura será mais benéfico do que se optar apenas pelas gorduras insaturadas.

O argumento sustenta-se na noção de que a não limitação extremista de gorduras a consumir leva a uma sensação de maior satisfação para com a rotina alimentar que se leva. Este é um aspeto imprescindível ao processo da perda de peso que é também beneficiado por tal equilíbrio de gorduras, garante o estudo agora publicado.

Em suma, importa saber como balançar os diferentes tipos de gordura. Tal é preciso em qualquer regime alimentar – quer seja com o propósito de perder peso, ou não.

Um caso prático para uma amostra específica

O estudo em questão, disponível na National Library of Medicine National Institutes of Health, nos Estados Unidos, vai mais longe e sustenta as suas conclusões em dados concretos, que resultaram de uma análise que durou 16 semanas. Em conclusão, confirmou-se que uma dieta com base no equilíbrio de gorduras melhora a composição corporal. Redução da inflamação e função vascular em mulheres obesas em estado de pré-obesidade foram outras conclusões apontadas.

Resta orientar-lhe com alguns exemplos. Percorra as imagens da galeria acima e lembre-se: priorize as gorduras insaturadas. Não esqueça as de origem em produtos lácteos e reduza o consumo das saturadas – sem ter de dizer não.

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