Menu
Inicio Living Mariana Monteiro celebra 33 anos: recorde a sua entrevista à WH

Mariana Monteiro celebra 33 anos: recorde a sua entrevista à WH

Em entrevista à Women’s Health, a atriz falou sobre a falta de apoios com que conta o sector a que pertence a nível profissional.

Mariana Monteiro
Fotografia: João Paulo

Começou no pequeno ecrã, na série ‘Morangos com Açúcar’ e desde então já soma 16 anos de carreira na área da representação. Um percurso que conta com muitas novelas, uma passagem pelo cinema e outra pelo teatro.

Sem querer fazer grandes planos para o futuro – com a pandemia da Covid-19 aprendeu a não fazer grandes planos – na entrevista que deu à Women’s Health, na edição em que é capa, a atriz confessa que deseja “conquistar mais terreno no cinema e no teatro”. De momento, Mariana está numa boa fase da sua carreira, muito pela peça de teatro Romeu e Julieta em que participou: um desejo que tinha por concretizar e fê-lo em 2020.

A nossa profissão não tem as melhores condições, a cultura não tem sequer direito a 1% do Orçamento de Estado

Mas apesar de tudo o que conquistou a nível profissional a colocar “numa situação privilegiada”, aos olhos da própria, Mariana é bastante sensível à forma como as artes foram afetadas com a pandemia.

Sei perfeitamente que estou numa situação privilegiada. Mas não é por isso que não sei ver o que é não estar nela. Tenho muitos amigos e amigas que infelizmente não estão na melhor situação. A nossa profissão não tem as melhores condições, a cultura não tem sequer direito a 1% do Orçamento de Estado. Quando é assim, realmente fica um pouco difícil pensarmos que estamos num país que não vive sem cultura. Acho que todos se aperceberam disso aquando do primeiro confinamento. A cultura é capaz de encher e colorir os nossos dias”, desabafa, e continua: “Mas depois não temos uma fatia que consideramos digna para a cultura. Acho que merecemos, como setor, outro tipo de condições e é preciso que muita gente, por mais que tenha amor à arte, alimente as suas famílias, e viva com dignidade”.

“O apelo tem de continuar a ser feito”

Na visão da atriz, quem trabalha na área da cultura, fá-lo por gosto. E talvez este seja o motivo porque surge o argumento de ‘se fazes o que gostas…’. “Sim, faço o que gosto, mas também tenho de comprar uma serie de coisas. E tenho direito de usufruir de uma vida digna. Não é por gostar daquilo que faço que isso me vai compensar o não estar a ser bem renumerada” diz a nossa entrevistada que aponta o setor do teatro e audiovisual como brutalmente afetados. “Temos muitas pessoas que precisam de mais apoio. Por isso, claro, acho que o apelo tem de continuar a ser feito. Parece que estamos a mendigar, mas 1% para a cultura não me parece muito justo. Mudar é mais do que essencial”, remata.

Brand Story