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Luzes, cama, ação!

Ação, drama ou romance, desde que o final seja feliz e o Óscar seja de prazer.

Se as suas sessões de sexo são como os seus treinos – pouco aquecimento e depois tudo a fundo – é capaz de andar a desperdiçar o seu potencial de prazer. Além de ter o orgasmo em vista, a estimulação deve representar um prazer por si mesma.

Já se conhecem tão bem que têm uma espécie de curta sexual que funciona e repetem sempre? Rompa com esse ritual e protagonize cada uma destas cenas. A dificuldade? Deixar as pressas de chegar ao fim. Garantimos-lhe que quando realizar a última cena terá um final digno de filme (para maiores de 18)… Agora, silêncio no quarto!

Vamos lhe orientar ao longo de três cenas a filmar… são o enredo a desenrolar-se antes do grande final!

Besame mucho

“A boca é uma parte do corpo fundamental na excitação. Primeiro, porque nos permite estimular vários sentidos: o tato, o paladar e até a visão, num mesmo gesto. Depois, há vários tipos de beijos, mais ou menos profundos, breves ou longos, mais ou menos agressivos ou carinhosos. E mais importante que isso, permite-nos falar sobre todas as partes do corpo”, diz Joana Almeida, psicóloga clínica e terapeuta sexual.

“O beijo é uma das maiores fontes de prazer e prepara o terreno perfeito para o encontro sexual”, completa Maria Grazia Marini, psicóloga psicoterapeuta. Mas os beijos não são só um ato de intimidade – têm também um papel químico: com este pequeno gesto segregamos hormonas e neurotransmissores que nos provocam prazer. Kisskiss, bangbang!

Tente isto: Beije não só a boca, mas todo o corpo e com diferentes técnicas: suave com os lábios ligeiramente abertos, lambendo e chupando com delicadeza, sem força e variando o ritmo e a intensidade (mordidelas incluídas) perguntando ao seu parceiro/a como gosta de ser ‘tratado’.

Super colas

Entrelaçar os dedos num passeio é muito romântico, mas já experimentou colocá-los debaixo da roupa enquanto está no cinema? “As mulheres são altamente sensíveis ao toque”, diz Mariagrazia Marini. Lembra-se dos primeiros meses, quando não conseguiam tirar as mãos um do outro? É um hábito a recuperar: uma investigação publicada em Sexual and Relationship Therapy sugere que os casais que se tocam mais têm experiências eróticas melhores (e casamentos mais duradouros).

Tente isto: Num restaurante, num concerto ou em casa da sua sogra… mantenha o toque! E em casa, pratique o petting, sexo sem penetração (deixe estar a roupa vestida, tal como quando eram adolescentes). Oh tempo volta para trás…

Mãos na massa

Mal chega à cama fecha os olhos e zzzz? Lembra-se de quando os joguinhos sexuais eram o melhor do seu dia (ou relação)? Está na hora de fazer outro rewind e voltar aos bons velhos tempos, mas em modo slow. “Em média, a pele de um adulto tem quase um milhão e meio de recetores sensitivos”, explica François Hérausse no livro Kamasutra Moderno. “Toda a superfície do corpo contém recetores táteis e térmicos que reagem conforme os estímulos.

Quando a pele é estimulada por contactos agradáveis, os centros do hedonismo do cérebro, com a ajuda os neurotransmissores, libertam substâncias tais como as endorfinas, que provocam uma sensação de prazer. A pele das mãos tem uma sensibilidade particularmente rica, já que as polpas dos dedos estão carregadíssimos de captadores e, quando a mão passeia pelo corpo, há uma espécie de diálogo entre peles distintas”. Posto isto, por que não começar a sua noite sexual com uma massagem?

Tente isto: Quer levar o filme a outro nível erótico? Dica para sexo oral: coloque na boca um cubo de gelo ou um rebuçado de menta, de forma a aumentar as sensações. “Como numa viagem, mais importante do que os destinos, são os caminhos para lá chegar”, diz Joana Almeida. Não vale atalhos!

Devagar, devagarinho…

Está quase na altura de ‘agarrar nas pipocas’, mas com tantos beijos e carícias talvez um dos dois já tenha terminado o seu pacote… O melhor será investir num take dois, mas desta vez com reforços. Chamemos a tropa de elite: lubrificantes que estimulem a circulação ou vibradores com um ritmo lento podem ser dois dos truques a esta altura do campeonato. “Cada um ao seu ritmo, cada um com os métodos ou instrumentos que ressoam consigo mas com consciência e intenção”, diz a coacher sexual, Cristina Mira Santos. “Ninguém nasce ensinado. Muitas vezes não conhecemos o nosso corpo, quanto mais o do/a parceiro/a. Há que conhecer, treinar e respeitar esta vertente da nossa vida”.

Tente isto: A eles, pode ajudar um anel peniano, que exerce uma pressão sobre o pênis e limita a passagem do sangue, mantendo-o mais fi rme e ereto por mais tempo. Aos dois: foquem-se numa respiração profunda e consciente que ajude a relaxar e a desfrutar da relação sexual – e do orgasmo. O slow living chegou à cama…

Por último, mais uma dica: tenha calma. O homem demora, em média, 2 minutos a atingir o orgasmo. A mulher? 14! Se gostava de acabar com estes 12 minutos de distância, mostre ao seu Speedy Gonzales as vantagens do slow sex.

Percorra as imagens da galeria para saber quais.


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