Medo de falar em público? Duas formadoras dão-lhe a solução

Falar em público pode ser um desafio para algumas pessoas mais tímidas. Quando temos de o fazer com maior formalidade, este pode ser um desafio difícil.

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    Medo de falar em público? Duas formadoras dão-lhe as chaves do sucesso

Falar em público pode ser um desafio para algumas pessoas mais tímidas. Apesar de expor ideias ser um ato comum no dia-a-dia, quando temos de o fazer para um determinado auditório e com maior formalidade, este pode ser um desafio difícil de enfrentar.

O ritmo acelerado em que vivemos e o facto de as populações terem níveis educacionais cada vez mais elevados, para as formadoras e branch managers da Key School, Joana Silva e Felisbela Gonçalves, a informação que transmitimos deve ser clara e objetiva, gerindo as expectativas do público que assiste a uma conferência ou palestra, para garantir o sucesso e a passagem da mensagem.

Apesar de ser mais fácil para uns do que para outros, esta é uma questão que “reside muito na base da confiança. Há uma pressão cada vez maior da sociedade para se ser bom, para se expressar bem e para falar cada vez mais em público. Há uma dinâmica comercial muito grande hoje em dia porque cada vez mais há menos indústrias e empresas no setor primário e há cada vez mais serviços. Há muito foco na parte comercial, em apresentações e reuniões; exerce-se uma pressão maior no sentido de as pessoas saberem expressar-se e saberem falar em público”, explica Felisbela Gonçalves.

Para quem quiser desenvolver as capacidades da oratória e aprender a falar para uma audiência, pode fazê-lo com estas duas formadoras em Lisboa ou no Porto, nas instalações da KeySchool. No entanto, Joana Silva destaca que estes são cursos de curta duração (cerca de dois ou três dias) e que, por isso, esta é uma formação muito prática. Às vezes é muito baseado no treino comportamental porque no domínio do saber, ou se sabe ou não se sabe [do que se fala]”.

    Preparar-se muito bem e saber os conteúdos 

falar em público

Para Felisbela Gonçalves, “é essencial ter um bom domínio dos conteúdos de que se vai falar e ter um plano A, um plano B e um plano C. No plano A corre tudo bem, no plano B uma parte da audiência já não está a querer ouvir e temos de usar o humor ou tentar puxar a audiência e no plano C todo o processo é desastroso e temos de dar a volta. Sem dúvida devemos ter dois ou três cenários possíveis para não sermos apanhados de surpresa”.

    Ter uma estrutura 

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“Não tem de ser uma estrutura rígida, mas deve ser a estrutura do que se vai dizer, ou seja, os pontos-chave que ajudam a organizar o discurso”, explica Joana Silva. Felisbela Gonçalves acrescenta ainda que se pode “recorrer a anotações. Não há mal nenhum em ter uma cábula que ajude em alguma situação, ou para auxiliar nalgum conteúdo”.

    Criar impacto

“Steve Jobs, por exemplo, sempre fez apresentações fantásticas porque criava impacto nas pessoas. Além do elemento visual que o ajudava nas apresentações e que, cada vez mais, é importante, ele criava impacto e transmitia confiança a quem o estava a ouvir. Pode-se criar impacto de várias maneiras: ao transmitir uma ideia surpreendente, ao dar um exemplo que interesse às pessoas; ou com o relato de uma experiência pessoal”, concordam as duas especialistas.

    Quebrar o gelo com a audiência

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“Há muitas atividades que se podem fazer, mas depende muito do tipo de audiência: se for um grande auditório, se calhar pode-se lançar uma ou duas perguntas para as pessoas ficarem atentas; se for um pequeno auditório, pode-se fazer uma atividade pedagógica”, completa Joana Silva.

    Gerir a ansiedade

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Felisbela Gonçalves explica que se uma pessoa é muito ansiosa, no curso são dadas “ferramentas para reduzir um bocadinho a ansiedade, fazendo exercícios de respiração antes da apresentação, beber água sem açúcar, para não ficar com a boca seca, comer refeições leves, preparar-se bem ou tentar que haja alguma confiança”.

    Conhecer o público para que vamos falar

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“É preciso conhecer as expetativas e os conhecimentos do público. Isso depois vai ajudar a pessoa a preparar-se melhor e é importantíssimo sabermos até o tipo de linguagem que vamos usar, se é mais formal, mais técnica ou mais informal”, explica Felisbela Gonçalves.

    A apresentação

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Segundo as duas especialistas, a apresentação “deve ser eficaz e deve ser utilizada como aliada, não inimiga. Deve conter os objetivos, o resumo e pouco texto. Deve ser muito objetiva; conter imagens ou vídeos; ser dinâmica e com cores. Deve ser impactante porque o resto é o orador que vai transmitir”.

    Tom de voz

Joana Silva acredita que “o tom de voz deve ser energético e motivador. A pessoa pode ser brilhante no assunto, mas se o tom de voz for monocórdico, por mais interessante que seja a palestra, passado um tempo as pessoas vão desligar”.

Deve-se cativar a audiência ao longo do discurso e Joana Silva sugere fazer intervalos ou lançar questões ao público, tentando “sempre que a audiência interaja, quanto mais não seja para perceber se as pessoas estão a acompanhar ou se têm algum dúvida. Podem ir relançando as perguntas, o que também pode servir como ajuda, porque quando começamos a divagar e queremos recuperar o assunto inicial, se lançarmos uma pergunta, é mais fácil recuperar o tema”.

    Usar bengalas

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No discurso podem ser usadas vais expressões como 'deste modo' ou 'pois', para facilitar. “Se tiver uma branca, ou se de repente se esquecer de algo, em vez de entrar em pânico, pode fazer um pequeno resumo daquilo que acabou de dizer ou fazer uma questão ao público até se recordar da linha de raciocínio. Se forem usadas muitas vezes [as bengalas], podem ser contraproducentes”, alerta Joana Silva.

    Não meter as mãos nos bolsos e não estar estática

“A pessoa deve movimentar-se e recorrer muitas vezes à apresentação, sem nunca virar as coisas ao público. Por outro lado, também não se deve ter uma postura estática ou demasiado energética”, afirma Joana Silva, para quem “é preciso haver um equilíbrio”.

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