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Jovens portugueses têm acesso limitado a alimentos saudáveis

Estudo português aponta para o facto de um em cada nove jovens portugueses viverem numa situação de insegurança alimentar.

Jovens portugueses têm acesso limitado a alimentos saudáveis
Jovens portugueses têm acesso limitado a alimentos saudáveis

Baixos salários e dificuldades financeiras estão entre entre as principais causas apontadas pelo estudo Household food insecurity and socio-demographic determinants in young adults: findings from a Portuguese population-based sample, realizado por investigadores portugueses do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, para a os problemas alimentares dos jovens portugueses.

A pesquisa publicada na revista científica International Journal of Public Health chegou à conclusão de que um em cada nove jovens portugueses vive em situação de insegurança alimentar. Isto significa que vivem num agregado familiar onde existe um acesso limitado a alimentos ou onde o que comem não tem em conta as diretrizes para uma alimentação saudável.

Com a participação de 954 jovens de 26 anos e da região do Porto, a investigação chegou ainda à conclusão de que a situação sociodemográfica das pessoas influencia a sua alimentação. Isabel Maia, investigadora principal deste estudo justificou a escolha da idade dos participantes com o facto de os jovens hoje em dia terem empregos mais precários e terem também uma menor proteção social, face ao que aconteceu em outras épocas.

Note ainda que o estudo foi realizado em 2016, numa fase em que Portugal tentava recuperar da crise económica em que vivia. À data, cerca de 11% dos jovens com 26 anos que foram entrevistados revelavam ter dificuldades em manter uma dieta saudável e equilibrada.

Fatores como viver em casa dos pais, ter família própria, a profissão ou o nível de escolaridade influenciam a segurança alimentar e a nutrição dos participantes. Quem tem família própria, por exemplo, está numa situação de maior risco face a quem ainda vive com os pais. Assim, os investigadores entendem que ter família própria e baixos níveis de escolaridade estão entre as principais causas para uma alimentação desequilibrada.

Os investigadores deixam a recomendação para que sejam criadas medidas públicas de apoio aos jovens para que não deixem de ser uma alimentação adequada por motivos financeiros.


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