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“O jejum intermitente ajudou-me a perder 40 kg”

Depois de deixar de lado todas as ideias pré-feitas sobre alimentação saudável, descobriu o jejum intermitente e isso mudou a vida desta família.

Artigo escrito na primeira pessoa

Sempre fui uma criança ativa, mas isso não significava que fosse saudável. Também não se podia dizer que fosse obesa, mas era o que se denomina ‘cheiinha’ o que fez com que tivesse alguma dificuldade em lidar com o meu corpo. Comia pão tradicional e bebia refrigerantes, enquanto ainda optava por alguma fast food, mas sentia que o meu estilo de vida funcionava para mim. Isto, até contrair uma doença que danificou os nervos das minhas pernas. Esse problema de saúde fez com que não conseguisse andar, muito menos fazer exercício físico.

Depois disto, os quilos começaram a subir e, aliado ao facto de ter tido dois filhos durante este período de tempo, aos 25 anos já pesava cerca de 100 kg e mal conseguia reconhecer o meu corpo. O meu ponto de viragem aconteceu no dia em que me vi ao espelho e me questionei sobre o que é que andava a fazer a mim própria.

Não se tratava apenas de não me reconhecer quando me via ao espelho, mas também era sobre o facto de também não me sentir bem comigo mesma. Sou bailarina e não me conseguia mover como queria ou fazer metade das coisas que antes fazia. O facto de eu ser responsável pela minha própria saúde ainda me fez sentir pior.

Uma das primeiras coisas de que me apercebi quando decidi perder algum peso foi que tinha de esquecer a ideia da alimentação em pirâmide – parece que, afinal, uma alimentação baseada nos hidratos de carbono e em comida de conforto não era a opção mais saudável.

Comecei por cortar na quantidade de fast food que comia, o que significa que tinha de cozinhar mais em casa. Deixei as bebidas açucaradas e os doces e comecei a comer mais cereais integrais, frango e vegetais. Além disso, comecei a beber muito mais água – e uma mimosa de vez em quando.

Depois de dois meses destas alterações, deixei de beber álcool e de comer produtos derivados do leite. Pouco tempo depois comecei a fazer jejum intermitente, ou seja, a comer durante um período específico de oito horas por dia e a fazer jejum durante as 16 horas restantes. Neste momento sigo uma dieta vegetariana e sem produtos derivados do leite.

Plano alimentar de um dia de jejum intermitente!

Manhã
Como estou a fazer jejum, normalmente apenas bebo água ou chá.

Primeira refeição
Quebro o jejum por volta do meio-dia com um smoothie de proteína ou uma tosta de abacate com ovos escalfados.

Snack
Ovos cozidos com caju desfeito – ideal para a marmita

Segunda refeição
Feijão preto com vegetais ao vapor

Snack
Manteiga de amendoim com pedaços de maçã – normalmente, começo o jejum às 20h.

 

Depois de mudar a dieta também descobriu o desporto de eleição

A aula de spinning era perfeita para mim, porque a sala estava escura e ninguém me conseguia ver. Por ter excesso de peso, sentia-me mais confortável sentada numa bicicleta no escuro, numa sala onde não tinha de me mexer, apenas pedalar.

No início foi bastante difícil conseguir se quer pedalar – até fingi que aumentava a intensidade quando o instrutor dizia para alterar a resistência. Mas ao fim de algumas aulas comecei a ver as mudanças no meu corpo e a ficar mais forte. Depois, com o passar dos anos, descobri mais grupos de fitness que adoro. Desde a dance, ao yoga ou até treinos com a Kettlebell, apercebi-me de que tinha uma verdadeira paixão pelo fitness. Por isso, decidi começar a dar aulas no meu ginásio local.

Apesar de estar a comer bem e a fazer exercício, perder peso continuava a ser um desafio

A minha perda de peso não foi rápida. Perdia alguns quilos de forma muito lenta e lidar com isto foi um processo complicado. Tentar encontrar motivação para continuar quando a minha paciência já estava no limite foi mesmo difícil. Mas, quanto mais fazia exercício, melhor me sentia e, finalmente, percebi que não tinha de perder 2 kg por semana para estar cada vez mais saudável.

No total demorei três anos, mas perdi 40 kg. E foi surpreendente ver que o sítio de que tinha um medo de morte, o ginásio, se tinha transformado num local de felicidade. Fiz o curso de personal trainer e comecei a trabalhar em ginásios a tempo inteiro. De tal modo que até conheci o meu marido no ginásio!

Ainda assim, nunca me vou esquecer de como me sentia por ser uma miúda tão nova, com excesso de peso e que se sentia intimidada pelo ginásio, além de que não sabia nada sobre nutrição. Tento sempre ajudar outras pessoas que sentem o mesmo que eu senti. A minha missão é ajudar as pessoas a acreditarem nelas mesmas e nos seus objetivos, tal como aprendi a acreditar em mim.

E sim, continuo a beber refrigerantes e a comer pão de vez em quando. Só que agora acontece de forma ocasional em vez de ser a ementa do jantar todos os dias!

Veja as imagens impressionantes da transformação de Courtney Elizabeth na galeria acima!


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Artigo via Women’s Health

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