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Estes são os alimentos do futuro (e vão salvar o planeta)

A produção de comida é responsável por 25% das emissões de gases no planeta, pelo que o consumo de alimentos menos prejudiciais é cada vez mais incentivado.

insetos

As alterações climatéricas são mais do que um pensamento sobre o futuro. Neste momento, são uma realidade com a qual é preciso lidar, pelo que cabe a cada um fazer um pouco mais para proteger o planeta que habita. O aumento do nível do mar, o descongelamento das calotes polares, as ondas de calor fora de época ou até a intensificação de fenómenos meteorológicos em regiões que, habitualmente, não eram fustigadas são algumas das consequências práticas da ação humana.

Um dos grandes fatores para o desequilíbrio da Terra é a alimentação que os humanos seguem. Isto porque a produção de comida é responsável por 25% das emissões de gases no planeta. Numa época em que o consumo de carne é cada vez mais desaconselhado devido aos danos permanentes que o consumo desenfreado desses produtos estão a causar à Terra, começam a surgir novas opções.

As soluções mais óbvias passam pelo aumento do consumo de leguminosas. A Direção Geral da Saúde (DGS), no Programa Nacional de Alimentação saudável, destaca o papel de três tipo específicos de leguminosas. O feijão (rico em proteína, fibra e hidratos de carbono de absorção lenta), as lentilhas (ricas em proteína e fibra) ou o grão-de-bico (rico em vitaminas, com um elevado teor de fibra e vitaminas do complexo B), não são, no entanto, as únicas soluções para a redução do consumo de carne.

O consumo de insetos, por muito estranho que lhe possa parecer, assume-se como uma alternativa bastante viável à carne. Mais cedo do que pensa, vai estar a consumir gafanhotos ao almoço e larvas ao jantar.

 

Saem dois gafanhotos para a mesa 12!

Comer insetos é uma forma de obter proteína sem prejudicar mais a saúde do planeta. Os insetos representam uma fonte ecológica e amiga do ambiente de garantir que ingere a quantidade de nutrientes e fibras recomendadas, diariamente.

Um estudo da Universidade de Berna, na Suíça diz mesmo que além dos enormes benefícios nutricionais dos insetos, o consumo destes animais, em vez de carne vermelha, pode ajudar a diminuir os efeitos das alterações climáticas. Ainda assim, nos países ocidentais, esta é uma prática que ainda causa algum desconforto e alguma estranheza.

Segundo investigadores da Universidade de Colonia, na Alemanha, é necessário realçar os benefícios ambientais e para a saúde do consumo de insetos. No entanto, esta pesquisa sugere que, para fazer as pessoas comerem mais alimentos com base em insetos, a chave é promover o seu sabor, em vez de realçar os benefícios que têm para a saúde. Isto, porque, aos voluntários, foi dada uma trufa de chocolate feita com farinha de minhoca e o sabor deste produto foi altamente elogiado por quem provou.

 

Renda-se às evidencias (que não são de hoje)

Um estudo de 2013, promovido pelas Nações Unidas, relatava que, mundialmente, cerca de dois mil milhões de pessoas já incluíam insetos nos seus planos alimentares. Este documento enumera ainda os principais motivos pelos quais estes animais devem ser parte integrante das dietas, pelo mundo inteiro.

Primeiro, surge a questão ambiental. Isto, porque, se o consumo de insetos aumentar e o consumo de carne diminuir, vai-se assistir a uma diminuição das emissões de metano (um problema especialmente relevante na carne de bovino). Além disso, os insetos podem ser alimentados através de excedentes orgânicos, o que significa que, para os criar não existem encargos extra para o planeta. Quando o tema é saúde, os insetos são saudáveis e altamente benéficos do ponto de vista nutricional: Proteína, gorduras boas, cálcio, ferro e zinco são algumas das suas principais propriedades.

 

Mudar o mundo implica mudar as mentalidades

Não é de espantar que os insetos se tornem rapidamente numa moda, tal como a ideia de comer peixe cru hoje se tornou banal. Nunca tinha pensado sobre isto? Na verdade, até há bem pouco tempo, o sushi era um prato extremamente exótico e a ideia de comer peixe cru parecia repugnar a maior parte das pessoas. Hoje, existe uma enorme quantidade de restaurantes de comida tradicional japonesa e comer este tipo de alimentos chegou mesmo a tornar-se ‘chique’ e sofisticado.

Falamos, afinal, de uma questão cultural e a comida é um dos pontos mais importantes e que melhor definem uma cultura. Tal como o peixe cru define a cultura japonesa, no mundo ocidental, existe a tendência para alimentos ricos em açúcares, sal e gorduras pouco saudáveis.

É, então, necessário tornar os insetos apelativos ao público ocidental, de modo a aumentar o seu consumo. Mais insetos significa diminuir a pegada ambiental que a alimentação causa e beneficiar o planeta.


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