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Herdará o corpo da sua mãe?

A genética é responsável por 50% do nosso peso e estrutura corporal. Agora descubra como pôr o poder dos genes a seu favor.

Herdará o corpo da sua mãe?

Um olhar cativante, uns lábios carnudos, umas pernas elegantes e até uma receita secreta. Dos nossos pais herdamos muitas coisas, tanto boas como más.

Deixe de culpar a sua pobre mãe quando tenta controlar os cabelos encrespados que tanto se parecem com os dela e agradeça pelo facto de ter uns lábios que tantos elogios lhe têm valido. Goste ou não, a leitora é o reflexo do ADN do seu pai e mãe.

Estudos recentes dizem que a herança genética é responsável por 50% do nosso peso e estrutura corporal. Isto seria uma boa notícia se você fosse filha de um casal de modelos, mas e no caso de os seus pais serem bonitos mas com umas formas demasiado redondas? Deve resignar-se ou esquecer tudo e lutar por si e pelo seu futuro? Felizmente, a Ciência dá-nos esperança.

Os fatores ambientais e as próprias decisões também contam. De seguida, ajudamo-la a tomar as rédeas do seu corpo e a demonstrar que é possível melhorar e muito a genética.

 

Que tipo de corpo tem?

Alguns aspetos da sua estrutura física, como a estatura ou a forma do corpo, estão mais relacionados com os genes do que outros. Por exemplo, a facilidade com que desenvolve massa muscular é um fator que está muito relacionado com a herança genética. Um estudo do International Journal of Obesity demonstrou que as pessoas com genes musculares precisam de fazer muito menos exercício do que outras para estar em forma.

Se tem um corpo em forma de maçã, saiba que esta condição é mais fácil de herdar do que outras, como o corpo de pera ou uma estrutura muito magra (temos pena!). Especula-se que isto acontece porque também herda os genes do seu pai e é comum que os homens (que não se cuidam) acumulem mais peso na barriga.

Portanto, mesmo que a sua mãe seja magra, não se livra de poder vir a ter o corpo em formato mais redondo como o do seu pai. Do ponto de vista clínico, esta não é uma forma ideal: a gordura abdominal está associada a diabetes tipo 2 e a problemas de coração.

Está a ver aquela fantástica sensação de estar a ver um filme no sofá e a devorar um quilo de gelado? Saiba que este tipo de hábitos também pode ter uma relação genética. Estudos científicos apontam o gene Neurexin 3 como um dos principais responsáveis, pois regula a circunferência da cintura e também pode ter a ver com as nossas condutas aditivas.

Atualmente, estamos a atravessar uma espécie de epidemia de obesidade que não está relacionada com a genética, sendo possível afirmar que metade do que somos relaciona-se com fatores ambientais e com as decisões que tomamos diariamente.

 

Como é o seu estilo de vida?

A história do ser humano tem sido pautada pela falta crónica de alimentos e a necessidade de fazermos um esforço grande para os conseguirmos. Por isso, a evolução ofereceu-nos um genótipo ‘poupado’, que não é mais que uma predisposição genética para acumular gordura em épocas de escassez de alimentos.

Para uma mulher neandertal isto era fantástico, mas para quem procura ter um corpo em forma só resta gritar: Maldito genótipo poupado! A infância que vivemos também tem impacto no nosso peso. Praticamente 50% do que somos em adultos resulta diretamente do que fazemos na infância, o que é preocupante, porque de acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças obesas.

Segundo os Dados do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil, elaborado pela Organização Mundial de Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, “mais de 90% das crianças portuguesas consome fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana.

Menos de 1% das crianças bebe água todos os dias e só 2% ingere fruta fresca diariamente”. Relativamente à prática de exercício físico, “apenas 40% participam em atividades extracurriculares que envolvam atividade física”. E se há algo que determina efetivamente o tipo de corpo que se tem no futuro é a prática regular de desporto.

Fazer do exercício físico o seu estilo de vida desde cedo ajudá-la-á a modelar o seu corpo e a lutar contra a sua predisposição genética, se for caso disso.

Cientistas do Instituto Karolinska, de Estocolmo, descobriram que, após uma hora de exercício físico intenso, observam-se mudanças instantâneas que contribuem para a queima de gordura. Pouco importa que os seus genes se empenhem em ter um corpo como o de Cláudia Vieira se você pouco ou nada fazer para que as suas decisões se vejam ao espelho.

Quer que a genética esteja a seu favor? Clique nas imagens e saiba o que fazer.

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