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Há um novo distúrbio de sono. E a culpa é disto

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Querer cuidar da saúde é uma mais-valia para uma vida sem complicações, mas tudo o que é demais… faz mal.

Tal como a vontade de querer ser o mais saudável possível pode dar origem a uma obsessão – aquilo a que se chama ortorexia -, a preocupação em dormir as horas ‘ditas’ suficientes pode trazer também sérias consequências para a saúde.

De acordo com um artigo publicado recentemente no Journal of Clinical Sleep Medicine, o uso – quase que viciante – de aplicações móveis e pulseiras de monitorização de sono pode, na verdade, tirar o sono.

A Ciência chama a isto Orthosomnia.

 

Distúrbio de sono digital

Com base em três casos reais, os cientistas da Rush University Medical School e da Feinberg School of Medicine (nos Estados Unidos) mostraram que a tentativa de controlar o que se dorme não só causa stress (algo que, por si só, tira o sono), como afeta o bem-estar geral das pessoas.

E mais: dizem os investigadores que não há (ainda) base científica que comprove a eficácia destes wearables e aplicações móveis.

Num dos casos analisados, o paciente sentia-se stressado porque a aplicação dizia que nunca dormia as 8 horas diárias recomendadas. E o stress era frequente mesmo quando o sono tinha sido revigorante.

Para os cientistas, a tentativa de tornar o sono em algo quantificável em nada contribui para a saúde e pode mesmo causar episódios recorrentes de insónia – patologia que, a longo prazo, causa danos na saúde mental.

Mas nem tudo é mau. Apesar de existirem riscos em cada pessoa analisar por conta própria a informação dada por estes equipamentos – e sentir-se dependente disso -, a verdade é que tanto as aplicações móveis como as pulseiras de monitorização podem servir como gatilho para o diagnóstico de apneia do sono, diz o estudo.

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