Abre-te, sésamo: O guia essencial para ter mais prazer

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Use um espelho Utilizar todos os sentidos nesta descoberta é um dos principais desafios. A par dos brinquedos sexuais, o uso de um espelho de mão é fundamental. Olhar através dele para a sua vagina é o primeiro passo nesta viagem.
Não se esqueça do resto do corpo Para potenciar o sentido do tato, o toque deve ter início na zona do pescoço, orelhas, ombros e seios com movimentos suaves e muito leves, tal como se tivesse um grão de areia entre os dedos. Estenda estes toques do centro do corpo para as extremidades e vá descendo os movimentos até tocar no monte de Vénus.
Vá com calma Tocando as zonas internas das pernas, vá subindo em direção à vagina e toque suavemente os lábios externos da vagina. Da mesma forma, procure de seguida os lábios internos e quando identificar o clitóris procure tocar-lhe como um botão de rádio.
Ligue os sete sentidos À medida que sente a lubrificação aumentar, entregue-se às sensações. Tome consciência das alterações na sua respiração e atreva-se a vocalizar o que sente. Force a inspiração e expiração de forma intensa e na saída do ar expresse o seu prazer de forma completa. Ouvir o seu próprio som vai aumentar a excitação.
Crie o ambiente Antes de começar é importante criar o ambiente necessário no local e a segurança que garanta não ser interrompida. Um banho de espuma relaxante pode ser o cenário ideal.
Traga um amigo Escolher um brinquedo erótico próprio para a ocasião é outra das propostas da especialista sexual. Há de todos os tamanhos, cores e formas. Pode escolher um massajador simples de clitóris, um vibrador de dupla função que penetra a vagina e estimula o clitóris em simultâneo ou outro preparado para estimulação anal. Não há limites, é tudo entre si e o seu corpo.

A masturbação está para as mulheres como o creme de olhos para os homens: necessário, eficaz, aprovado pela Ciência e, ainda assim, envolto em tabus e preconceitos. Por que não levar o elefante da sala para a cama e pôr mãos à obra?

O assunto não tem nada de novo, mas a masturbação feminina continua escondida na penumbra do pudor. Se assim não fosse, o mundo não abriria a boca de espanto cada vez que uma rapariga se masturba durante três segundos numa série de televisão. E, por acaso, já ouviu falar em klittra? É a fusão das palavras clitóris e glitter e um termo sueco inventado no final de 2015 para promover a autoestimulação genital feminina. Também fez manchetes.

Adeus aos tabus

Dois exemplos claros de que a masturbação feminina é, provavelmente, o último dos tabus do sexo – um que nem as melhores amigas comentam, segundo o resultado de um estudo da Women’s Health americana que revela que 58% das mulheres nunca abordaram o tema com as suas bff . Mas porquê? A História explica um bocadinho. Vânia Beliz, sexóloga, o resto.

“A masturbação é um dos comportamentos mais enigmáticos da sexualidade feminina. Apesar da demonstrada importância da masturbação, este comportamento é limitado pelo estigma cultural e social que o condenou no passado”, explica Vânia. E científico: no século XVIII, dois médicos lançaram livros sobre os malefícios da masturbação. Epilepsia, infertilidade, insanidade e cegueira foram apenas algumas das maleitas descritas por dr. Marten e dr. Tissot, caso se pusesse em prática o Amor-próprio.

Algo negativo?

Além disso, “muitas vezes a masturbação é encarada como algo negativo, como se o parceiro/a não estivessem a conseguir satisfazer o companheiro / a, mas essa é uma ideia errada e um mito que tem levantado muitos problemas entre os casais, quando algum dos dois parceiros descobre o que o outro faz”, acrescenta a sexóloga. Algumas pessoas pensam também que serve apenas para quem não tem parceiro, tem má cama ou está desesperado (suspeitamos que filmes onde adolescentes são apanhados a brincar com tartes de maçã contribuíram para isso).

No entanto, e entre outros dos muitos benefícios que pode ler neste artigo, a mesma investigação da Women’s Health EUA prova que 73% das mulheres chega ao orgasmo na masturbação. Também por cá, Vânia Beliz observou num estudo, realizado em 2013 sobre o orgasmo e a masturbação feminina, que “as mulheres com atitudes e crenças positivas em relação à masturbação, logo com maior prática masturbatória, experienciam uma maior satisfação orgástica do que aquelas que não se masturbam”. Está à espera do quê?

Tipos de masturbação

Cada um tem os seus métodos, mas já está na hora de o seu parceiro aceitar (e tirar frutos) das suas técnicas: pessoais mas transmissíveis. “A masturbação é, na verdade, um comportamento complexo cujo significado não aponta somente para a prática solitária da automasturbação, mas também para a prática da heteromasturbação, ou seja, a masturbação promovida por outra pessoa, que pode ser do sexo oposto ou do mesmo sexo.

Existe ainda a denominada ‘masturbação mútua’, ocorrida no casal de forma simultânea. A técnica é defendida e apresentada como prática segura de relação sexual, podendo ser muito gratificante”, aponta a sexóloga Vânia Beliz.

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