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O guia completo para seguir uma alimentação vegana

Quem opta pelo veganismo escolhe um estilo de vida totalmente isento de produtos de origem animal, sejam eles cosmética, vestuário ou alimentação.

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Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, deixa uma mensagem clara: É essencial que mais humanos deixem de comer produtos de origem animal ou, pelo menos, que reduzam o consumo de carne, para diminuir a contaminação do planeta com gases efeito de estufa. Esta pesquisa concluiu ainda que existem impactos positivos apenas da redução da quantidade de carne e optar por dietas semivegetarianas pode ser uma boa forma de ajudar o planeta.

A redução do consumo de carne, especialmente carne vermelha, pode mesmo levar a uma redução do efeito de estufa na ordem dos 50%. Dados revelam que, em 2010, a produção de alimentos, globalmente, era responsável pela emissão de 5.2 mil milhões de toneladas de CO2, ou dióxido de carbono, em emissões de gases de efeito estufa a partir de metano e óxido nitroso.

Os cientistas alertam ainda para o facto de que, com o crescimento da população, o perigo ambiental dos alimentos que consumimos também cresce. Os especialistas estimam que este crescimento ronde os 90% nos próximos 20 anos, levando a capacidade do planeta ao extremo, tornando o ecossistema terrestre inviável.

 

Tudo o que precisa de saber sobre seguir uma dieta vegana

Talvez esteja na hora de aprender o que realmente significa ser vegano, ou, pelo menos, adotar alguns hábitos diários que ajudem a proteger o planeta. Há apenas alguns anos, encontrar uma opção vegetariana ou vegana num restaurante era algo difícil.

Entre 2007 e 2017, o número de vegetarianos quadruplicou em Portugal, segundo dados do Centro Vegetariano. Em 2017, 1.2% da população lusa não consumia carne nem peixe e 0,6% da população já tem uma alimentação vegana. A redução do uso de produtos de origem animal vai ainda mais além da alimentação, sendo que cada vez são mais as marcas de cosmética a deixar de realizar testes em animais e o vestuário em pele também está, socialmente, a ser desmotivado.

Veja este artigo da Women’s Health Portugal e descubra algumas marcas de cosmética que são cruelty-free, ou seja, não testam os seus produtos em animais. A indústria alimentar tem vindo a desenvolver novos menus veganos, cada vez mais criativos e diferentes.

As opções, por exemplo, de queijos veganos já estão presentes em quase todas as cadeias de supermercados e existem uma série de alternativas à carne e aos produtos lácteos. Nunca foi tão fácil deixar de consumir produtos de origem animal e adotar o vegetarianismo ou mesmo o veganismo.

Vegetarianismo Vs. Veganismo

Quem opta pelo veganismo escolhe um estilo de vida totalmente isento de produtos de origem animal, sejam eles cosmética, vestuário ou alimentação. De acordo com o site da Sociedade Vegana, o veganismo é um estilo de vida definido como “uma forma de viver que tenta excluir todas as formas de exploração e crueldade animal, seja para alimentos, vestuário ou qualquer outro objetivo”.

Na prática, isso significa a exclusão de produtos em pele, caxemira, e quaisquer produtos de higiene ou para a casa que contenham origem animal. Os vegetarianos, por sua vez, não incluem nem carne nem peixe na sua dieta, mas podem consumir produtos lácteos e mel.

 

A dieta vegana é saudável?

Existem diferentes opiniões sobre este assunto. No entanto, um estudo da Universidade de Florença, em Itália, descobriu que os indivíduos que seguem uma dieta vegana têm menos probabilidade de desenvolver doenças cardíacas e cancro e tendem ainda a ter intestinos mais saudáveis, sintomas de menopausa mais suaves e também menos stress.

No entanto, nem tudo é um mar de rosas. Um estudo publicado na American Journal of Clinical Nutrition alerta para os perigos inerentes à exclusão de um grupo alimentar da dieta. “Eliminar todos os produtos de origem animal da deita aumenta o risco de ter algumas deficiências nutricionais. Alguns micronutrientes que são uma preocupação especial para os veganos são as vitaminas B-12 e D, o cálcio, o ómega 3 e os ácidos gordos“, pode ler-se no estudo.

Loren Cordain, professora de Ciências da Saúde na Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, acrescenta ainda que “comparada com as dietas normais, uma dieta vegana é bastante saudável a curto prazo. Mas, a longo prazo, não existem benefícios claros quanto à mortalidade e, de facto, [as dietas veganas] podem ser menos saudáveis do que as dietas que incluem carne”.

Ainda assim, quem pretende alterar o seu estilo alimentar para o veganismo, deve garantir que obtém todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo e, assim, não existem motivos de preocupação.

Tal como qualquer regime alimentar, é essencial que exista um equilíbrio entre os nutrientes e vitaminas que são ingeridos, de modo a garantir que a pessoa mantém um estilo saudável.

 

Iniciação ao veganismo

Decidir alterar o regime alimentar pode parecer uma escolha bastante complexa e difícil, mas não tem de ser. Existem vários recursos para ajudar a viver um estilo vegano e, desde que tenha noção dos índices nutricionais que ingere, este pode ser um caminho saudável a seguir.

Será que o veganismo é ideal para qualquer pessoa?

O médico de clínica geral Dan Robertson acredita que sim, mas pode necessitar de um esforço adicional. “Se tiver alguma patologia como a Doença de Crohn pode seguir uma dieta vegana. No entanto, os sintomas e os gatilhos das doenças diferem de pessoa para pessoa, pelo que é difícil criar uma regra geral “, adianta o especialista.

Algumas pessoas podem notar que o aumento do consumo de fibra, que acontece no veganismo, é bastante prejudicial e existe uma limitação alimentar, já que quem sofre de problemas no aparelho digestivo é sensível ao consumo de leguminosas, o que torna as escolhas alimentares bastante reduzidas.

“Se tem alguma doença digestiva, precisa de evitar alimentos que agravem os sintomas e é possível que as suas opções alimentares acabem por ser bastante limitadas”, continua Dan Robertson. Apesar de haver produtos que sabemos, à partida que são veganos, (como a fruta e os vegetais) outros produtos podem estar contaminados com propriedades de origem animal. É, então, essencial ler bem os rótulos e perceber se o produto está isento de conteúdo animal.

O vinho é um bom exemplo de um produto que, apesar de ser maioritariamente composto por uvas, não significa que seja vegano. Isto, porque, durante o processo de produção, são usados ingredientes para purificar e aclarar o vinho, para que não tenha um aspeto turvo. Alguns dos ingredientes utilizados para esse fim são medula óssea, sangue, caseína (uma proteína presente no leite), óleo de peixe ou gelatina. Por isso, é necessário analisar os rótulos para garantir que o vinho que vai beber é vegano.

Artigo via Women’s Health


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