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Teve 4 filhos de uma vez após um só tratamento de fertilidade

Conheça a surpreendente história de Patrícia, uma mãe que passou de uma família de três para uma família de sete, depois de um tratamento de fertilidade.

Patrícia Borja é mexicana, mas vive no estado do Texas, nos EUA. Conheceu o seu marido no local de trabalho, já que ambos trabalhavam na mesma empresa e, depois de um tempo, começaram a sair juntos. Depois, seguindo a ordem tradicional, casaram e já são marido e mulher há 12 anos. Parece uma história comum, mas, o que não foi comum foi uma das suas gravidezes e os problemas de fertilidade que a levaram a ter uma gravidez múltipla.

A Women’s Health falou com Patrícia Borja sobre a gestação dos quatro bebés ao mesmo tempo, o seu filho seis anos mais velho do que os irmãos e como enfrentou os problemas de fertilidade.

Como foi a sua primeira gravidez?

“A minha primeira gravidez foi muito boa. Não houve complicações, só as questões normais como náuseas no primeiro trimestre. Como tinha sofrido um aborto às oito semanas de gravidez, depois decidi cuidar muito da minha alimentação, fazer yoga pré-natal e mantinha-me rodeada de gente que me inspirava e me fazia bem”.

E quando é que começaram os problemas de fertilidade?

“Na realidade, foi desde a minha primeira gravidez. O Patrício tinha um ano e meio quando quisemos tentar ter mais filhos e soube logo que algo estava mal, porque não conseguia engravidar. Como não estávamos a usar nenhum método contracetivo, sabia que não podia ser devido a isso. Ainda assim, demorei muito tempo até ir ao médico”.

 

Consultou um especialista em saúde mental para tentar entender os problemas de fertilidade?

“Agora que vejo as coisas em retrospetiva penso que tinha sido boa ideia consultar um psicólogo, porque quando temos muita vontade de ser mães e a cada mês nos apercebemos que isso não acontece, é muito triste e desgastante. Ao mesmo tempo, depois de ter o meu filho mais velho, sofri outro aborto às 14 semanas de gestação e demorei muito tempo a recuperar emocionalmente. Mas, com a ajuda do meu marido e de amigos pude seguir em frente. Estava já pronta para me dar por vencida e a não fazer nenhum tratamento, mas graças ao meu filho, decidimos consultar um especialista em fertilidade”.

Que tipo de tratamento é que fizeram?

“O tratamento foi à base de comprimidos e injeções para me ajudar a ovular e, graças a deus, o meu organismo reagiu muito bem à primeira tentativa e aconteceu a gravidez por que tanto esperávamos”.

E quando lhe disseram que ia ter quatro bebés em vez de um?
“Na primeira consulta com o obstetra, às cinco semanas, viam-se quatro bolsas, mas só acreditamos quando o médico virou o ecrã e nos mostrou. Foi emocionante saber que queríamos um, mas que vinham quatro”.

Como foi a viagem de aceitar as dificuldades de ter 4 bebés numa só gravidez?
“Foi uma surpresa e entendemos tudo com o tempo e graças às explicações do médico sobre todas as possíveis complicações. Entendemos que essa gravidez não ia ser fácil e que o nível de risco era elevado em termos de saúde, sobretudo para mim. Fiquei cheia de medo e era muito difícil imaginar-me já com os meus quatro filhos e pensar que podia não conseguir levar a gravidez até ao fim, mas existia a possibilidade de nascerem fortes e saudáveis. Por isso, o mais difícil mesmo foi organizar as nossas finanças. Ter um bebé é caro, mas ter quatro… Não dá nem para explicar a quantidade de gastos.

Por outro lado, apesar de seguir todas as indicações do médico como estar de repouso, comer bem e tomar as vitaminas, só consegui chegar às 28 semanas de gestação (aproximadamente seis meses), mas somos uma família com fé em Deus. Com a nossa fé e com todas as indicações dos especialistas, os quatro bebés salvaram-se e já vão celebrar o seu terceiro aniversário em outubro de 2019”.

 

Qual foi a dinâmica familiar ao saber que teriam 4 filhos, especialmente com Patrizio?

“As nossas vidas mudaram completamente! Adaptarmo-nos para passarmos de uma família de 3 a uma família de 7 foi complicado, sobretudo para o meu filho mais velho que, apesar de amar os irmãos e de os desejar imenso, não aceitou muito facilmente o facto de deixar de ser filho único aos seis anos e, de repente, ter de partilhar o tempo e a atenção do pai e da mãe.

Passaram dois anos e meio desde a chegada dos quatro e temos trabalhado muito com o mais velho para aprender a expressar as suas emoções e dedicamos-lhe tempo em exclusivo. O nosso dia é como um relógio de mão: rotina, rotina, rotina. Temos uma hora para tudo, desde o banho, à comida até ao sono. E isso funciona porque permite que dediquemos tempo a cada um dos nossos filhos”.

 

Acha que existe pressão social para ser uma mãe perfeita? Que conselhos daria a uma mulher que vai ser mãe em breve?

“Agora, com as redes sociais, a pressão social e a competição é muito forte. Parece que nos querem ajudar, mas na realidade fazem-nos sentir pressionadas: temos que mandar o almoço perfeito para a escola, saudável, equilibrado e que tenha os quatro grupos alimentares. Os miúdos têm de realizar atividades extracurriculares, têm de ser bilingues, etc.
Mas, não devemos ser perfeitas. Em relação a isto o que posso dizer é que as mães devem fazer o que funcione melhor para elas e para a sua família. Ninguém conhece melhor os seus filhos do que você, por isso, se determinada rotina funciona então mantenha-se. Se não, então adapte um horário flexível porque não existe uma forma correta nem incorreta de fazer as coisas. Confie no seu instinto!

Algo em que ainda tenho dificuldade é dedicar tempo a mim própria. Se se sente bem a fazer algo, então tudo à sua volta vai estar bem. Vá ao café com as suas amigas, faça algum tipo de exercício físico, jante no seu restaurante preferido ou simplesmente faça algo de que realmente goste e que a faça sentir-se melhor.

Todas nós cometemos erros, por isso, seja paciente consigo mesma, aprenda com o erro e tente de novo até encontrar a forma correta para fazer as coisas funcionarem para a sua família. Ame os seus filhos e encha-os de mimos! Dão muito trabalho -acreditem, eu sei -, mas crescem super rápido e quando damos conta já são independentes e já não vão necessitar de nós para tudo”.

Alerta fofura: Veja na galeria as fotografias dos 5 filhos de Patrícia!


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Artigo via Women’s Health

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