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Aprenda a gerir as suas emoções (e a pensar sempre positivo)

Seja flexível, e não só no ginásio! Adapte-se às circunstâncias com um jogo de cintura mental e seja feliz (ou tente aprender a ser menos rígida e mais disponível para mudar de perspetiva quando tal é necessário).

A dra. Catarina Rivero, psicóloga e terapeuta familiar, responsável pelo site www.catarinarivero.com fala-nos da Psicologia Positiva e refere que nas últimas décadas estudos desenvolvidos um pouco por todo o mundo “trazem-nos pistas para um maior bem-estar a nível macro e micro”.

Acrescenta ainda que se verifica que “as pessoas que se sentem mais satisfeitas com as suas vidas, tendem a cuidar das suas rotinas, planeando atividades que tenham significado e lhes tragam emoções positivas, mantêm-se ativas no dia a dia, tendem a criar e manter mais relações interpessoais positivas, com maior tolerância, demonstrando mais gratidão, e a viver o dia a dia numa perspetiva mais apreciativa, valorizando os detalhes positivos e aproveitando oportunidades para fazer acontecer mais desses bons momentos”.

É certo que muitos veem o otimismo como um bem absoluto, um remédio aplicável a qualquer coisa que nos atormenta. Mas há uma nova visão a emergir no laboratório.

Investigadores descobriram que o otimismo e o pessimismo não só operam como pontos de vista fixos, como também como atitudes a adotar de acordo com as necessidades.

Ou seja, pode pôr ou tirar ‘lentes rosa’ ou ‘azuis’ dependendo da situação, mas sempre focada em superar o problema.

 

Otimismo Inteligente

A dra. Catarina Rivero diz que “ser otimista pressupõe encarar a realidade numa perspetiva de busca de soluções e possibilidades de otimização das circunstâncias“.

Segundo a psicóloga, o otimista, quando enfrenta adversidades, “mais do que experienciar um sentimento de desesperança, vitimização ou centrar-se na total compreensão do problema, da causa ou culpados, há a tendência para rapidamente passar ao foco nas soluções, para a meta desejada, num curto ou médio prazos, e procurar pontos de melhoria para integrar aprendizagens em situações futuras”.

O otimista inteligente é consciente da realidade e sabe que às vezes certas ações implicam riscos. Por isso, avalie muito bem a situação, pense nas consequências dos seus atos e não deixe nada ao sabor do acaso.

 

Numa palavra: equilíbrio

A realidade é confusa e segundo alguns especialistas o otimismo e o pessimismo têm os seus prós e contras. Os dois podem atuar como força motivadora.

Se perceciona de forma surreal o risco que irá correr com um novo projeto ou só pensa no esforço e no trabalho que irá ter, o mais provável é que nem tente sequer fazê-lo. Neste caso, a força anímica do otimismo poderá convencê-la de que dará certo e fazer com que dê o primeiro passo.

Pode especular e antecipar objetivos muito concretos, mas o otimismo e o pessimismo trazem consigo sentimentos que nos empurram para a ação com mais convicção do que qualquer predição racional.

Os sentimentos ajudam-na a gerir outras emoções que podem intrometer-se na sua eficiência. As expectativas positivas sobre o futuro permitem-lhe tolerar situações de ansiedade que de outro modo seriam insuportáveis.

Tomemos como exemplo um empreendedor, que pode trabalhar 18 horas por dia durante meses ou anos porque crê de forma otimista que no final de tudo haverá uma recompensa para si próprio.

 

A tática do pessimismo defensivo

Consiste em imaginar e antecipar todas as coisas que possam vir a correr mal em determinada situação, e incita-a a agir de forma a prevenir que tais constrangimentos aconteçam.

As pessoas que adotam esta tática, por norma, são dinâmicas e triunfadoras, porque se empenham em motivar-se a si mesmas a fazer um trabalho o melhor que podem e sabem. Para além disso, também é uma boa estratégia para lidar com a incerteza, porque ajuda a moderar o otimismo irracional e a tomar decisões mais conscientes e inteligentes.

 

Sobrevalorizada

“Detesto a palavra felicidade, é tantas vezes utilizada que perdeu o seu signif cado”, escreve Martin Seligman no seu último livro A Vida que floresce.

Este psicólogo, que pôs na moda a Psicologia Positiva como reação ao típico esquema de patologia e disfunção, com os anos foi repensando o conceito de felicidade.

Não é a felicidade que devemos perseguir, mas sim uma ‘vida de bem-estar’. Questionado sobre o otimismo, diz que tal como a felicidade, requer reconsideração.

“Se há algo a reconsiderar, é que são evidentes os benefícios que o otimismo traz para a saúde”. Mas admite que as crenças comuns sobre o otimismo devem ser corrigidas.

“A ideia de que o otimismo é sempre bom é um exagero. Não tem em conta a realidade, a idoneidade, a importância de uma emoção negativa”.

Apesar disso, Seligman defende o otimismo, mas amparado com “comprovações da realidade” – uma inspeção consciente dos resultados dos nossos esforços – para assegurarmos que as expectativas que temos como seguramente positivas não nos irão pôr em perigo.

O Don’ t worry be happy passou à história. Agarre-se ao otimismo, ou ao otimismo inteligente de que falávamos, o equilíbrio entre o otimismo e o realismo. Uma ambição sábia é dar com a maneira mais eficaz de a impulsionar até onde deseja ir. Não se pode permitir ao luxo de ver o copo de água meio cheio, mas sim deve bebê-lo em pequenos goles.

 

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