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Fratura de stress? Conheça os sinais de alerta

Há comuns fatores de risco que lhe ajudam a prever uma fratura óssea por stress, principalmente nas mulheres. Conheça-os e esteja alerta.

Se a sua alimentação não é cuidada o suficiente de forma a complementar os seus treinos, vários são os problemas de saúde de que pode sofrer. Entre os possíveis males, aponta-se inevitavelmente os ossos fracos, aspeto que lhe deixa bastante suscetível a fraturas por stress. Toda a gente sabe-o, pelo menos na teoria.

Mas na prática, pode ser difícil entender que há uma relação direta de causa-efeito entre aquilo que come, os seus treinos e saúde. Um estudo publicado no American Journal of Sports Medicine foi por isso desenvolvido com o intuito de alertar para esta questão.

O referido estudo contou com uma amostra de 323 mulheres atletas da Universidade de Stanford, na Califórnia. Ao todo, o grupo representada 16 modalidades praticadas, entre os quais corrida de longa distância – praticada por 47 elementos da amostra. Através de questionários eanálise à densidade óssea, cada atleta foi referenciada como de baixo, moderado ou elevado risco em relação à possibilidade de sofrer fraturas ósseas. Aspetos como disfunção menstrual, distúrbios alimentares ou energia foram tidos em consideração para tal classificação.

Após esta avaliação, a amostra foi novamente analisada para se perceber quais mulheres já haviam sofrido fraturas, fosse por stress ou não. Cerca de metade das corredores já haviam sofrido fraturas por stress, numa média de uma por ano. Tal média permite classificar tais mulheres como 4 vezes mais propícias a sofrerem lesões do género – ou mais graves – quando compararas com o grupo de baixo risco, que representa a outra metade da amostra de corredoras.

As conclusões dizem que…

…importa antever que uma atleta que se insira no grupo de risco moderado a elevado deve ter vários cuidados preventivos. Ora, modificar por completo o comportamento alimentar pode não ser a melhor opção. Ainda assim, a informação abaixo pode ajudar a confirmar qual o seu risco de fratura, com base no qual irá procurar uma postura mais preventiva.

  1. Baixa energia disponível ou perda de peso como resultado de um distúrbio alimentar por que passou
  2. baixa percentagem de massa muscular
  3. menstruação irregular
  4. primeira menstruação atrasada (aos 15 anos ou mais)
  5. baixa densidade óssea
  6. fraturas por stress anteriores (ou outras reações consequentes do stress)

Estes que são pontos que conduzem ao risco de fratura e têm o intuito de ser um guia que ajude tais mulheres a identificar o problema.

Na prática, o que isto significa para cada mulher?

Só porque alguém é apontado como com elevado risco não significa necessariamente que deva parar de treinar. Cada caso é um caso que merece ser avaliado junto de especialistas médicos capazes de avaliar o problema.

Ainda assim, tenha em atenção aos seguintes aspetos:

Alguém na categoria de risco moderado a elevado tem de garantir que consome o número de calorias essenciais ao treino. Também os níveis de cálcio e vitamina D devem ser verificados e controlados.

Nem mesmo os atletas profissionais devem descartar o cuidado em aspetos tão básicos como alimentação, função menstrual e saúde óssea. O acompanhamento médico nestas áreas é sempre preciso.

Nem todas as fraturas por stress são iguais. A maioria das de baixo risco acontece nos pés, quiçá por consequência da modalidade praticada, com saltos e fortes impactos.

Já no caso de quem se encontre na categoria de risco elevado, as lesões tendem a acontecer em zonas onde os ossos têm uma estrutura interior menos forte. Falamos por exemplo da zona pélvica ou o fémur. Nestes casos, a fratura tem uma relação menos direta com a força aplicada aquando do exercício praticado. Tem sim mais a ver com a fraca densidade óssea.


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Artigo via Runner’s World.

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