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Fatores de risco na pré-menopausa ganham destaque em conferência

Fatores de risco na pré-menopausa ganham destaque em conferência

Pelo segundo ano consecutivo, a Vichy decidiu voltar a falar sobre a menopausa e apresentou na passada quinta-feira, 8 de outubro, a conferência Mulheres Sem Pausa.

Moderada pela apresentadora Fátima Lopes, esta é uma iniciativa de dinamização da menopausa, um tema ainda tabu na sociedade, apesar de ocupar “mais de um terço da vida da mulher”, tal como explicou Fernanda Geraldes, Presidente da Secção de Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.

Aliadas à indústria farmacêutica, várias especialistas de diversas áreas (ginecologia, cardiologia, dermatologia, nutrição, sexologia e farmácia) uniram-se para definir qual a melhor estratégia para gerir a saúde da mulher na fase da menopausa, ao mesmo tempo que dão ferramentas à farmácia para atuar de forma multidisciplinar.

Entre as mensagens mais importantes passadas às mulheres portuguesas, sobre a menopausa, as especialistas destacaram a necessidade de antecipar fatores de risco pré-menopausa, atuando na prevenção e a importância de trazer este assunto para a ordem do dia.

Fernanda Geraldes deu o ponto de partida na conversa ao sublinhar que a menopausa não é uma doença, mas sim uma situação fisiológica que acontece às mulheres entre os 45 e os 55 anos.

“Não é uma fase pior, é outra fase no desenvolvimento da mulher”, referiu a Presidente da Secção de Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.

Dando destaque à necessidade de prevenção para os fatores de risco pré-menopausa, a ginecologista alertou para sintomas recorrentes, tais como afrontamentos, dores, secura vaginal, diminuição da libido, suores, insónias ou ainda comichão.

Estes são os sintomas mais visíveis da menopausa, mas existem outros que também interferem com o bem-estar da mulher nesta fase da vida. Por essa razão, a médica afirma que é imperativo que as mulheres conheçam o processo, de forma a poder manter a vigilância necessária para estar saudáveis.

Mas os cuidados a ter não se ficam pela zona vaginal, na verdade, a menopausa afeta muitas outras áreas do corpo, razão pela qual a presença de outras especialidades que não a ginecologia, foram fundamentais nesta conferência.

Tratar do coração

As alterações hormonais na fase da pós-menopausa provocam um aumento do risco cardio e cerebrovascular. Regina Ribeiras, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia alertou que “a doença cardiovascular também não tem pausas, sobretudo nas mulheres”, sublinhando que “as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte das mulheres e que, em conjunto com o AVC matam 1 em cada 3 mulheres”, sendo que 80% destas mortes podem ser prevenidas com a alteração do estilo de vida

Cuidados da pele

Para além do coração, também a pele se ressente neste período de transformação do corpo. Segundo a médica dermatologista Leonor Girão, “quando há uma baixa produção de estrogénios, há mudanças na pele”. Assim, durante a menopausa dá-se uma diminuição do colagénio tecidular, o que se traduz por uma pele mais fina e elástica. Uma alteração que contribui para o aparecimento de rugas e flacidez, assim como alterações da pigmentação.

Sendo que a menopausa acelera o envelhecimento da pele, os seus efeitos podem ser minorados com a utilização de produtos de qualidade ou, em alternativa, com tratamento e cirurgia estética. No entanto, as rotinas diárias de higiene e cuidados da pele são essenciais para minimizar o seu envelhecimento.

Automedicação

Conceição Calhau, Professora Associada da Nova Medical School, também defendeu que se deve atuar na prevenção dos fatores de risco pré-menopausa, evidenciando que esta fase acaba por ser também de “reflexão da vida que levaram”, defendendo que esta introspeção deverá fazer-se desde sempre e não apenas quando se chega a esta fase.

A especialista reforçou ainda a importância de se falar com os profissionais de saúde sobre suplementos alimentares, cada vez em maior número e mais perigosos para esta fase da vida da mulher, e dos riscos associados de uma automedicação não farmacológica.

Menopausa e relações sexuais

É sabido que uma das áreas mais afetadas da vida da mulher nesta fase é também a sexualidade, sobre a qual Lisa Vicente, Ginecologista-Obstetra com especialização em Medicina Sexual e pertencente à Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, destacou a importância da ligação entre a cabeça e o corpo, pois é a partir da cabeça que “percecionamos e interpretamos as nossas experiências”, sendo que depois da idade fértil surgem “novas oportunidades e novos desafios”.

A especialista sublinhou ainda a relevância em “alterar a representação social da mulher nesta fase”, pois muitas vezes tem em si “a imagem social e estereotipada que a sociedade construiu da menopausa”, o que acaba por ser um filtro que não permite que se consiga ver com outros olhos.

Para além da conferência e alavancando aquela que é a sua missão, a Vichy tem vindo a desenvolver ao longo do último ano uma plataforma intitulada de #NãoPareNaMenopausa, que conta com artigos realizados com especialistas que abordam várias dúvidas e mitos sobre este período.

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