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É nestas características da nossa existência que a respiração mais atua

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Que a respiração deve ser o centro das nossas atenções, todas nós sabemos. Mas poucas realmente o fazemos.

E isso é capaz de trazer um sem-fim de consequências. Afinal, diz o professor de Pilates Hugo Loureiro, “poderíamos dizer: diz-me como respiras e em que circunstâncias é a forma como respiras, dir-te-ei quem és”.

Segundo o especialista, “a respiração coage com quatro características da nossa existência: vitalidade, postura, vocalização e emoção”.

No primeiro caso, diz, a respiração deve ser vista como “uma função vital para nós”, já no segundo, “relaciona os principais músculos da respiração e a forma como nos posicionamos e nos colocamos, ou seja, com a postura corporal”.

“No terceiro, dado o protagonismo fisiológico e mecânico dos músculos respiratórios no desempenho vocal e a quarta, devido à interação entre os músculos respiratórios, o sistema nervoso e o sistema endócrino”.

 

Passo a passo

Vitalidade

Comecemos por uma pequena aula de anatomia.

Tal como explica à Women’s Health o também formador de Low Pressure, “o centro das atenções neuro respiratórias são os centros nervosos respiratórios, que gerem a respiração, apoiados, por diversos nervos, que interagem com diversos órgãos, enquanto o centro das atenções respiratórias músculo-esqueléticas e fasciais é o seu músculo mais importante e o mais poderoso: o diafragma”.

Para melhorar a aptidão física, nada como “uma respiração que forneça ao organismo a energia necessária para os esforços que realizamos, consoante as nossas individualidades”. Tal “permite otimizá-los, evitando que o corpo entre em desequilíbrio energético, proporcionando uma melhor recuperação”.

Desta forma, salienta, “podemos melhorar a mobilidade, o controlo e a amplitude dos movimentos, a reação a estímulos, competências cognitivas, a autonomia e a autoestima”.

Mas não só. Também “a composição corporal, nos mais diversos parâmetros, como a massa muscular, a massa gorda e a robustez óssea” também fica melhorada.

 

Postura

Para a postura, salienta o especialista, “a respiração possibilita melhorias espantosas, exercitando músculos posturais, com o diafragma a liderar, além dos músculos da parte de trás do corpo e dos intercostais”.

“Não só por questões estéticas, mas, sobretudo, por problemas posturais que causam dores nas costas e problemas degenerativos na coluna, bem como noutras partes do corpo, beneficia-se imenso com exercícios que destaquem a respiração”.

E nem os atletas escapam. Quem pratica exercício também beneficia “com práticas respiratórias, face ao desgaste tremendo que têm, dado que as pressões às quais estão sujeitos os seus corpos podem originar problemas graves, como hérnias, incontinência urinária e lesões musculares”.

 

Vocalização

Na vocalização, “há várias formas de respiração que melhoram aspetos da vida tão importantes e elementares, como a voz e o canto”.

Para pessoas que comunicam em público, explica Hugo Loureiro, “exercícios de respiração contribuirão para que se sintam gratificadas com os seus benefícios”.

“Artistas para quem a voz é a principal ferramenta de trabalho, ainda é mais importante este treino”.

 

Emoção

No que diz respeito aos estados emocionais, diz o co-fundador do PT Studio, “o treino com foco na respiração é preponderante na sua normalização, interagindo os sistemas nervoso, endocrino e músculo-esquelético. Existem dois subsistemas do sistema nervoso: o simpático, que desperta, alerta, assusta, amedronta e stressa e o parassimpático, que acalma, relaxa e adormece”.

Hugo Loureiro deixa ainda uma curiosidade: “Nos países com ritmo de vida mais acelerado, inspira-se mais do que se expira, ao contrário do que acontece nalguns países do Oriente, em que algumas práticas respiratórias se fazem, respirando o mínimo e expirar mais do que se expira”.

E a razão é simples: “quando inspiramos ou estamos sem respirar, ativamos o sistema simpático, enquanto na expiração é o contrário”.

“É caso para dizer que o simpático é mais ‘antipático’ do que a palavra sugere. Interessa também referir que, em práticas respiratórias, os níveis de hormonas do bem-estar e prazer aumentam, como a serotonina e a dopamina, além da noradrenalina, que aumenta a concentração”.

Segundo o formador, “tal como a conduzir aceleramos, temos que usar a embraiagem e os travões. Se esta metáfora fosse tida em conta, seria muito mais fácil para quem atingiu um estado emocional grave, percebesse que a melhor maneira de tratar o seu corpo e de gostar de si, é normalizando as suas emoções, em sintonia com o fortalecimento do seu corpo”.

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