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Estudo alerta que produtos para cabelo podem colocar a saúde em risco

produtos para cabelo

Alisamento, definição de caracóis, anti-queda, regeneração total, sem pontas espigadas, anti-frisado… o leque de produtos para cabelo nunca foi tão grande e tão variado como nos dias de hoje.

Embora esta larga oferta possa parecer algo positivo, a verdade é que este tipo de produtos ‘milagrosos’ não é tão seguro para a saúde humana como o desejado.

Diz um recente estudo do Silent Spring Institute e do Battelle Memorial Institute, ambos nos Estados Unidos, que os produtos de cuidados capilar podem colocar a saúde em risco… especialmente a das mulheres negras.

De acordo com a investigação, os produtos destinados a domar os cabelos mais densos e crespos – como a carapinha – apresentam uma mistura de químicos que afetam o sistema endócrino e hormonal. Além disso, podem também desencadear asma.

Ao todo, os cientistas norte-americanos analisaram 18 produtos capilares usados comummente por mulheres negras: tratamento de óleo quente, anti-frisado, condicionador leave-in, estimulante de raiz, loção capilar e relaxante capilar.

No que diz respeito aos químicos, foram analisados 66 pertencentes a 10 classes distintas e das quais se incluíam filtros ultravioleta, ciclossiloxanos, éteres glicólicos, fragrâncias, alquilfenóis, etanolaminas, antimicrobianos, bisfenol A, ftalatos e parabenos.

 

Produtos para cabelo inimigos da saúde

O tipo e quantidade de produtos capilares usados diariamente variam de pessoa para pessoa e do tipo de cabelo que se tem, contudo, é certo e sabido que são os cabelos mais grossos, sem forma e ásperos os mais difíceis de tratar.

Existe à venda um sem-fim de produtos que prometem solucionar este problema, contudo, os compostos usados na formulação apresentam mais riscos do que benefícios, seja para a saúde capilar como para a saúde em geral.

No caso das mulheres negras – público-alvo neste estudo por pertencerem ao grupo que mais recorre a produtos de cabelo -, o risco é consideravelmente maior. Na análise feita, todos os produtos testados para cabelos afro apresentavam químicos e fragrâncias.

Além disso, 72% dos produtos continham na sua formulação parabenos e ftalato de dietila e 84% dos produtos tinham ainda químicos que não constavam no rótulo da embalagem.

Para os cientistas, os resultados obtidos provam que é preciso fiscalizar ainda mais os produtos cosméticos colocados à venda – e não apenas os que se destinam a quem tem um cabelo afro.

Mas não só: Deixam ainda o alerta que os casos de cancro endometrial e da mama nas mulheres negras têm vindo a aumentar e que os produtos capilares podem estar a ser o trampolim inesperado.

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