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Esclarecemos todas as dúvidas sobre o uso do protetor solar

Parece simples, mas a verdade é que existem várias dúvidas à volta do uso do protetor solar.

Proteger a nossa pele dos efeitos nocivos da radiação solar é a forma mais eficaz de evitar o envelhecimento cutâneo precoce e, claro, o cancro da pele. Apesar de ser já do conhecimento de todas nós os efeitos positivos do uso de proteção solar ao longo de todo o ano – incluindo o inverno e aqueles dias cinzentos e de chuva do outono -, a verdade é que nem todas as pessoas o fazem e muito por culpa de um sem-fim de dúvidas que teimam em perpetuar-se.

Com a chegada do calor, o tema volta ao centro das atenções e desta vez decidimos esclarecer todas e quaisquer dúvidas sobre proteção solar. É bom que depois deste artigo considere o protetor solar como o seu melhor amigo para sempre!

// Que aspetos devo ter em conta na hora de escolher um protetor solar?

Em primeiro lugar, deve conhecer o seu tipo de pele, pois “cremes demasiado gordurosos podem fechar os poros de peles com tendência acneica e provocar ou agravar a acne, causando uma forma de acne designada por ‘acne cosmético’”, esclarece a dermatologista Patrícia Santos, que dá consultas na Clínica Bom Jesus, em Ponta Delgada, nos Açores.

Quem tem a pele normal pode optar por um protetor que seja do seu agrado a nível de textura e proteção, já quem tem a pele seca beneficia dos cremes com maior ação hidratante. No caso das peles oleosas, o ideal são “protetores solares de consistência fluida, menos gordurosos e menos oclusivos (oil-free)”.

// Qual o melhor FPS para mim?

Este é um outro aspeto importante a ter em conta. O fator de proteção solar (FPS) é “um número definido como a relação entre o tempo mínimo necessário para uma queimadura solar com o protetor solar e o tempo que é necessário para uma queimadura solar sem o protetor. Por exemplo, um índice de proteção solar FPS 20 significa que o tempo necessário para obter queimadura solar é 20 vezes superior quando se usa o protetor relativamente ao tempo quando este não é usado”, explica Patrícia Santos.

No mercado existem muitas opções e o FPS varia entre 2 a 100. “O FPS ideal é de 30-50, pois vários estudos verificaram que o uso de protetor solar superior a 50 prolonga o tempo de exposição solar, dando uma falsa sensação de segurança. É preciso ter em conta que o uso de protetor solar é apenas uma das formas de fotoproteção”, conclui a especialista.

// Devo optar por um protetor com ação contra radiação UVA?

Sim! A radiação UVA é a que mais danos causa à pele, especialmente quando há maior exposição, como acontece quando passamos o dia na praia ou na piscina. Segundo a dermatologista, “a proteção à radiação UVA é conseguida através de componentes como Mexoryl SX + Parsol 1789 estabilizado, Tinosob M, dióxido de titânio e óxido de zinco, entre outros. Tem havido uma preocupação cada vez maior da indústria farmacêutica em tornar estes componentes cosmeticamente mais agradáveis (como não deixar a pele branca após a sua aplicação)”.

Hoje, “a maior parte dos protetores solares são designados de protetores solares de largo espectro. Têm filtros químicos e físicos, que conferem simultaneamente proteção à radiação UVB (FPS) e à radiação UVA (FPA)”, esclarece.

// Há diferença entre protetor solar químico e físico?

O protetor solar químico é aquele cuja proteção é feita através da absorção da radiação solar. Já os protetores solares físicos (ou minerais) refletem a radiação UVA e UVB, criam uma barreira na pele (que, por vezes, pode tornar a sua aplicação desagradável por serem mais densos). Ao contrário dos protetores solares químicos, os físicos possuem um menor risco de reação alérgica na pele, visto que não penetram na mesma.

// Se o protetor for resistente à água não é preciso voltar a aplicá-lo?

Claro que é preciso. “A resistência à água e transpiração significa que o FPS e o FPA devem ser próximos aos valores iniciais antes e depois de vários banhos. Um produto é considerado resistente ao suor quando o FPS e o FPA são próximos antes e depois de 30 minutos de transpiração. Na realidade, por melhor que seja o protetor solar, este nunca garante a mesma eficácia quando a pessoa vem da água, pelo que recomendamos colocar novamente nessa situação”, salienta Patrícia Santos.

// Devo usar protetor solar mesmo quando aplico base com proteção solar?

“Provavelmente sim”, diz Marta Ferreira, farmacêutica e autora da página A Pele Que Habito. Na prática, continua, “a eficácia do protetor solar depende muito da quantidade aplicada. Só uma quantidade suficiente de protetor pode garantir que este forma uma camada contínua na pele, que reduz de forma eficaz a penetração de radiação”. Para facilitar a rotina de beleza, o protetor solar pode “perfeitamente substituir o hidratante e até atuar como primer, e só depois aplicar a base, com ou sem fator de proteção solar”, sugere Marta Ferreira, que dá mais conselhos: “para simplificar a aplicação do protetor solar e garantir que aplica a quantidade necessária, sugiro que coloque toda a quantidade de produto na mão e faça 2 ou 3 camadas para cada zona do rosto. Pode deixar passar uns minutos, enquanto se veste, por exemplo, e só depois avança para a maquilhagem”.

// O protetor solar de rosto que aplico no inverno pode ser usado nas férias?

Para Patrícia Santos, o protetor solar “que é usado na face no inverno deve ser usado da mesma forma no verão, ou seja, com reposição de 2/2 horas se houver exposição ao sol”. Além disso, diz, “o índice de proteção deverá ser 30-50 em qualquer uma das estações”.

// Devo ter algum cuidado especial por causa das sardas?

Ora, aqui a questão é simples: “Depende se gosta delas ou não!”. Mas, na verdade, “a pele com sardas pode ter mais facilidade em queimar” e, assim sendo, “recomendaria sempre um fator de proteção elevado (FPS 30) ou muito elevado (FPS 50). Se não gostar das sardas, um fator de proteção solar mais elevado será sempre benéfico”, destaca Marta Ferreira, que aconselha sempre a consulta de um dermatologista.

// Devo usar um protetor solar mais específico por causa do melasma?

Em primeiro lugar, depende da recomendação do seu dermatologista. Mas, de acordo com Marta Ferreira, “embora não seja totalmente claro, pensa-se que a luz visível possa contribuir para agravar o melasma, em especial a luz azul. Neste sentido, além de ser interessante optar por um fator de proteção muito elevado contra os raios UVB, que garantirá uma proteção superior relativamente aos raios UVA, poderá querer optar por um protetor que proteja a pele da luz azul”.

5 protetores solares para usar este verão

Advanced Brightening UV Defense SPF50, Skin Ceuticals, 46€
Sun Oil Control Tinted Gel-Creme FPS 50+ (light), Eucerin, 21,55€
Healthy Protection Pack, Freshly Cosmetics, 59€
Leite Solar Facial Love Your Planet FPS50+, Cien, 3,49€

 

Fluido de Verão Protetor KPF50+, René Furterer, 17,30€
UV Bronze Body Blanc, Filorga,31,60€

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