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Envelhecimento precoce? A culpa pode ser dos seus cozinhados

poluição

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, a poluição do ar causou cerca de 4 milhões de mortes prematuras no mundo. Para a Universidade de Lancaster, a poluição está a causar doenças crónicas e deve ser considerada um risco para a saúde.

Ao reduzir os níveis de poluição, é possível reduzir o número de enfartes, ataques cardíacos, cancros do pulmão e ainda doenças respiratórias, as maiores causas de morte por poluição, de acordo com a OMS. Esta organização alerta ainda para o facto de haver uma relação entre uma elevada exposição a pequenas partículas de poluição e um aumento na mortalidade, ao longo do tempo.

São as partículas mais pequenas que, efetivamente, são motivo de preocupação para a Associação Americana do Coração, pois por serem tão pequenas, estas partículas que normalmente estão relacionadas com a combustão de combustíveis, são mais propícias a entrar no organismo humano. Segundo esta associação, a exposição continuada a elementos de poluição aumenta ainda as probabilidades de doença nas artérias.

 

Poluição como causa de envelhecimento precoce

Também o processo de envelhecimento pode ser influenciado pela poluição. Apesar de este ser um processo natural do corpo e que não podemos travar, existe uma série de fatores que levam a um envelhecimento mais rápido ou até mesmo precoce.

Um destes influenciadores, segundo um estudo da Escola da Saúde Pública da Universidade de Harvard, é a exposição a hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Estes químicos são gerados por algumas formas de combustão, como cozinhar, fumar ou até o fumo do tubo de escape dos veículos.

Segundo este estudo, a exposição leva à aceleração do processo biológico de envelhecimento, dado que estes princípios causam danos no ADN e aos mecanismos das células que controlam a informação hereditária dos genes.

Os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos podem levar a danos na metilação do ADN, uma alteração química, utilizada pelas células para controlar o processo pelo qual a informação hereditária é expressa num gene. Estudos anteriores provaram ainda que a idade da metilação do ADN pode ser superior à idade que a pessoa tem, de facto. Tal pode estar associado a questões ambientais.

Apesar de este estudo se ter focado na população chinesa, também se provou fidedigno para os caucasianos. Os resultados sugerem então, que a exposição a elementos poluentes tem um impacto negativo no processo de envelhecimento, bem como nas alterações genéticas.


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