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Como entrar numa relação séria depois dos 50

Desde os encontros online até a ter de lidar com a rejeição, dizemos-lhe como manter a mente aberta se está à procura de alguém especial, depois dos 50.

Desde os encontros online até a ter de lidar com a rejeição, dizemos-lhe como manter a mente aberta se está à procura de alguém especial, depois dos 50.

Estar numa relação, seja em que idade for, pode ser desafiante, especialmente se estiver fora do ‘mercado’ há já algum tempo. Tudo se pode tornar intimidante, mas, a boa notícia é que depois de ultrapassar o medo do primeiro encontro, encontrar pessoas novas pode ser bastante divertido e uma boa oportunidade para encontrar alguém especial e que seja uma boa adição para a sua vida.

A primeira verdade crua quando falamos de relações depois dos 50 anos? Entender que não vai ser, em nada, parecido com as suas experiências de há 20 ou 30 anos atrás é fundamental. ” Você já não é a mesma pessoa que era nessa altura”, diz Pepper Schartz, terapeuta sexual. E isso significa que as pessoas e as coisas que a atraem também podem não ser as mesmas. Além disso, se está sozinha há alguns anos vai ainda perceber que as coisas mudaram bastante.

Então, o que precisa de saber sobre estar numa relação depois dos 50?

Ultrapasse os medos do online. Já é 2020

Conhecer pessoas online é, provavelmente, a maior mudança que surgiu desde a última vez que esteve numa relação. O terapeuta sexual Schwatz recomenda que escolha sites ou aplicações pagas, porque “isso significa que a empresa tem o registo do cartão de crédito e se a outra pessoa se comportar mal. pode ser denunciada e banida da plataforma”.
Já Deb Laino, especialista em relações e educação sexual, online “existe uma maior probabilidade de encontrar alguém que está à procura de uma relação do que pessoas que andem ‘à pesca'”. Experimente criar um perfil com a ajuda de algum amigo e verifique que a sua fotografia de perfil é aceitável – adicionar uma fotografia de há 20 anos não vale.
Não se preocupe se demorar algum tempo a encontrar alguém. “De acordo com a minha experiência, pessoas que estão sozinhas há 10 ou 15 anos tendem a demorar mais um pouco”.

Não desista completamente dos métodos tradicionais

Ainda que os encontros online se tenham tornado numa das principais formas de encontrar alguém, não se esqueça que existe mundo além do ecrã do computador. “Deve haver uma rotação entre os encontros online e os cara a cara”, diz Laino. “Acho que nunca é boa ideia apenas usar uma área”.

Pedir a amigos ou família para a apresentar a possíveis companheiros, ir a convívios promovidos pela empresa, ou encontrar grupos de atividades com as quais se identifique pode ser uma boa forma de conhecer pessoas novas. “Esta é uma boa forma de unir os encontros online e em pessoa e retira o conceito do ‘encontro’ formal”, continua laino.

Se nenhuma destas sugestões funcionar, também pode experimentar os serviços de match, ainda que possa ser algo dispendioso.

Interiorize a teoria do ananás

Se não experimenta rejeição amorosa há algum tempo, as coisas podem tornar-se dolorosas facilmente. A chave aqui é não levar a rejeição pessoalmente, já que é bem provável que não tenha nada a ver consigo. “As pessoas rejeitam outras pessoas por muitas razões diferentes”, afirma Laino. A especialista em educação sexual acredita que, “por vezes, não existe coragem para dizer que já estão com outras pessoas ou para dizer que apenas sentem amizade. Por isso, acabam por desaparecer e esta pode-se tornar uma situação complicada de rejeição”.

Se está a lutar com a rejeição, o terapeuta sexual Schwartz encoraja-a a que não se esqueça da teoria do ananás: Uma pessoa que não gosta de ananás vai retirar o alimento do prato, Mas existem muitas pessoas que gostam de ananás. “É a mesma fruta, mas sem razão aparente, além do gosto pessoal, é a favorita de uns e não agrada a outros”, continua Schwartz. “O ananás não é desejável nem desgostoso à partida. Só precisa de encontrar alguém que o aprecie”.

E o mesmo se aplica a si. Por isso, da próxima vez que estiver a debater-se com rejeição, lembre-se de que só precisa de encontrar alguém que goste de si por quem é.

Não desista porque teve alguns maus encontros

Se está a lidar com alguma frustração neste campo lembre-se de que tentar encontrar um parceiro raramente é um processo simples e rápido. “Pode não encontrar o amor da sua vida no primeiro ou segundo encontro e não faz mal”, diz Laino. “Esta é uma daquelas coisas que tem muitos pontos positivos e outros tantos negativos”. Reconheça que, provavelmente, vai ter vários encontros com diferentes pessoas antes de encontrar alguém com quem se sente mesmo conectada. Isso é normal e, além de ser mais fácil falar do que fazer, tente não desistir. “Pode demorar um ano ou mais até encontrar a pessoa certa, mas se estiver determinada, vai encontrar”.

Deixe a sua bagagem à porta

Todas nós temos inseguranças e bagagem do passado, desde relações que falharam até problemas de saúde ou até com os filhos. Mas, para voltar ao mundo dos encontros e te uma relação depois dos 50, tem de estar disposta a deixar toda essa bagagem para trás e a não deixar que isso interfira com a sua felicidade futura com alguém.

Tenha uma ideia geral daquilo que procura

É uma ideia geral a qualquer pessoa que procure uma nova relação, mas é especialmente importante para aqueles que tenham recentemente acabado uma relação longa. Antes de voltar ao ‘mercado do amor’, reflita sobre as suas relações passadas e sobre o porquê de não terem funcionado.

A lista das características que procura deve conter os atributos que valoriza num possível parceiro para que a saúde da relação esteja garantida. Também é importante não se deixar prender em ideias muito específicas sobre aquilo que deseja, para evitar cair em padrões iguais àqueles que tinha quando ainda estava na casa dos 20. Por exemplo, pode ter sido importante para si que o seu parceiro tivesse um emprego com prestígio ou muito dinheiro, mas agora que está financeiramente estável, este pode não ser um requisito.

Mantenha a conversa leve no primeiro encontro

Os primeiros encontros podem ser desafiantes para o sistema nervoso, especialmente se não participa num há algum tempo. Conselho de profissional? Laino diz que o melhor é “manter a conversa leve e divertida. Não fale demasiado sobre o seu ex”. Estas regras também se aplicam à linguagem corporal, pelo que deve garantir que sorri e que se senta direita, mantendo a cabeça elevada para passar a ideia de que se sente feliz ao pé daquela pessoa.

Falar de filhos e crianças pode também ser mantido num limite mínimo, porque “a última coisa que quer é estar num jantar com alguém que só fala dos filhos”, diz Laino.

Dê três oportunidades ao potencial parceiri

Demora, pelo menos, três encontros a conhecer bem uma pessoa. “Se ao fim de três encontros continua a questionar-se sobre o facto de aquela pessoa ser um bom ouvinte ou sobre o facto de lhe dar reconhecimento, provavelmente nunca vai chegar a uma conclusão”. Além disso, tente limitar o primeiro encontro a um café de 20 minutos, especialmente se conheceu a pessoa online. “É tempo suficiente para uma primeira introdução e pode parecer uma eternidade com a pessoa errada”, explica Schwartz.

Sexo: Apenas se se sentir preparada e com segura

A certo ponto, é normal que os encontros levem ao sexo, mas lembre-se de que não precisa de apressar as coisas. “Penso que a regra número um é não ter sexo apenas porque acha que deve”, elucida Laino. “Faça-o porque realmente se sente confortável com a pessoa”.

Seja sincera com o seu parceiro sobre os seus sentimentos em relação ao sexo e com o que se sente confortável e desconfortável neste campo. Uma conversa franca e explicar os seus nervosismos e medos pode facilitar as coisas. “Se tem confiança com a pessoa, essa deve ser uma ótima conversa e não um problema, de todo”, continua a especialista.

Quando tiver a certeza de que quer dar este passo, garanta que usa proteção. “Só porque é mais velha e não precisa de se preocupar com uma gravidez, não significa que possa esquecer os preservativos”, alerta Schwartz. “Ainda pode apanhar doenças sexualmente transmissíveis”.

Não se deixe levar em joguinhos

Lembra-se de como aos 20 anos se sentava em frente ao telefone à espera de uma chamada de um rapaz para marcar um segundo encontro? Se já tem mais de 5o não devia ter de lidar com essa indecisão. “Penso que na minha idade, por volta dos 50 anos, se alguém diz que vai ligar e não liga, saia desse jogo”.

Preste atenção à vida dele como um todo

Se encontrou alguém que é charmoso, doce, sexy e inteligente, não deixe que todos esses sinais cor de rosa a impeçam de ver mais além, tendo uma perspetiva mais ampla da vida dele. Isto é especialmente importante no que toca às finanças, amigos e família. “Nesta idade a pessoa já deve, pelo menos, estar confortável num certo estilo de vida que mostre responsabilidade. Não crie desculpas por ele só porque ele é querido e charmoso. Preste atenção aos hábitos de poupança e gastos. Alguma coisa preocupante? Se considerar casar, estaria a colocar a sua segurança financeira em causa”?

Lembre-se de que quando começa a namorar com alguém mais seriamente, nãos se trata apenas da pessoa, mas também se trata de criar um grupo social quando está com os amigos e família dele. A quantidade de tempo que demora a apresentar a sua nova cara-metade aos seus amigos e família também pode ser um bom indicador se essa pessoa é mesmo a sua cara-metade. E, convenhamos, depois dos 50 anos quer alguma estabilidade, certo?

“Não deixe passar muito tempo sem conhecer as pessoas importantes para o seu companheiro. Se ele não a incluir é porque a) não leva as coisas a sério b) está a esconder alguma coisa”.

Artigo via Prevention

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