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Entenda e aprenda a cuidar das estrias do seu corpo

A pele é o nosso maior órgão, o nosso principal escudo protetor, o nosso melhor reflexo. A pele é o livro da nossa vida e são muitas as histórias que é capaz de contar.

Ouvimos muitas vezes que as rugas são sinónimo de sabedoria e de uma vida bem vivida. As estrias são o resultado de uma mudança e as cicatrizes são as nossas marcas de guerra. Nada disto está longe da verdade. A pele é o livro da vida e cada marca que nela nasce é um capítulo que merece ser entendido.

A narrativa de cada um desses capítulos depende de um sem-fim de personagens (fatores internos e externos). Mas, na verdade, é a matriz genética da pessoa que torna cada ‘livro’ único – e justifica o facto de cada corpo contar a sua própria história.

As dermatologistas Ana Nogueira e Vera Torres ajudaram a Women’s Health a esclarecer cada uma destas caraterísticas.

Hoje, é de estrias que se fala

No Instagram têm o nome de #tigerstripes e são a mais recente ode à naturalidade do corpo humano. Tanto o é que há marcas de roupa que já não as eliminam com Photoshop!

As estrias são o resultado de “uma rutura, uma fratura patológica das fibras de colagénio e das fibras elásticas presentes no tecido conjuntivo da pele”. Assim começa por explicar a dermatologista Vera Torres, do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. Apesar de indesejado, o aparecimento das estrias é um processo natural. Mas a intensidade e frequência destas linhas irregulares, que afetam sobretudo a zona da barriga, coxas, braços e peito, depende muito da “boa qualidade genética dessas mesmas fibras”.

“Picos de crescimento por altura da puberdade, crescimento rápido das mamas, aumento do volume abdominal na gravidez” ou oscilações de peso. Estas são “situações fisiológicas” que podem desencadear o aparecimento de estrias, revela Ana Nogueira, dermatologista no Hospital São João, no Porto. Mas, este capítulo das estrias é, ainda, infindável.

“Não existe ainda uma solução que elimine as estrias por completo”

O que existe, na prática, é uma forma de contornar a sua visibilidade. São os peelings, o laser e a radiofrequência os tratamentos em clínica que “podem contribuir para uma melhoria”.

Quanto à eficácia dos tão usados cremes antiestrias, destaca Vera Torres, “o princípio ativo que à la longue é eficaz no tratamento é a tretinoína [ácido retinoico]. Será das poucas substâncias com um princípio de prevenção na reestruturação da fibra de colagénio da pele”. Isto se tiver paciência de aplicar por muito tempo.

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