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Encontre a raiz do seu problema capilar

Já cuidou do seu cabelo hoje. E do couro cabeludo? É um passo esquecido, mas essencial para um cabelo saudável. Nada como mergulhar de cabeça no assunto.

cabelo

Pense numa zona da pele que muitas vezes é esquecida na sua rotina de cuidado pessoal… cotovelos, pés. Pois é! Nem quando fazemos essa pergunta a nós mesmas nos lembramos do couro cabeludo.

Esquecemo-nos que faz parte da derme e que precisa de cuidados como o rosto ou as pernas. Isto porque esta é uma zona do nosso corpo que sofre dos mesmos problemas que a pele. Falamos pois de oleosidade extra, pele ressequida ou dermatites. Para aprender a identificá-las, a Women’s Health leva-lhe à raiz do problema.

 

Comecemos pela oleosidade

Se depois de algumas horas após lavar o seu cabelo, a raiz já está a ponto de fritar um ovo e o cabelo parece estar molhado de tanta oleosidade, não precisa de mais sinais.

A solução? Opte por champôs desintoxicantes e antibacterianos que eliminem a oleosidade extra. Além disso, deve evitar expor os cabelos molhados a temperaturas baixas, para tal, só tem de diminuir a temperatura da água no duche, porque a alta temperatura irrita o couro cabeludo que reage produzindo ainda mais sebo para hidratar a área. Já a água fria ativa a circulação, o que facilita o aporte de nutrientes ao bolbo.

Sente prurido, comichão e uma sensação de repuxamento? Se sim, saiba que estes sinais podem evidenciar um problema no couro cabeludo. Mas quando surgem isoladamente podem indicar um couro cabeludo sensível, cujas causas podem ser diversas.

Como possíveis causas, aponta-se um desequilíbrio na produção das glândulas sebáceas. Tal deve-se ao uso de produtos não adequados ao pH natural do couro cabeludo, mas também escovagens muito agressivas ou alterações de temperatura.

A estes casos, a solução está em preferir champôs com pH 5 (os neutros), que são mais compatíveis com as condições naturais do couro cabeludo e vão ajudar a normalizar os problemas.

 

Em vez de oleosidade, poderá ser dermatite seborreica

“Esta patologia caracteriza-se pela presença de sinais inflamatórios como vermelhidão e comichão, frequentemente acompanhados de descamação. As lesões podem surgir no couro cabeludo, mas também no rosto ou noutras partes do corpo. Por vezes, estas manifestações são semelhantes às encontradas em várias outras doenças, como por exemplo a psoríase, motivo pelo qual o diagnóstico deve ser confirmado por um dermatologista”, salienta o especialista Pedro Viegas.

Quanto às causas, “a dermatite seborreica assume-se como doença crónica com surtos de agravamento. São influenciados por fatores tão diversos e difíceis de controlar como o stress psicológico ou a estação do ano – geralmente pior no inverno. Uma das características importantes desta patologia é a tendência para a oleosidade do couro cabeludo. Acredita-se que o desenvolvimento de alguns fungos que normalmente habitam as áreas seborreicas poderá desempenhar um papel importante no aparecimento das lesões” acrescenta o dermatologista.

Lavagem regular do couro cabeludo com produtos de controlo da oleosidade, descamação e população fúngica será a solução mais indicada. Dependendo da gravidade e extensão da doença, alguns casos podem ser realmente tratados apenas com produtos de dermocosmética ou champôs. No entanto, também é bastante comum e necessária a utilização de medicamentos de prescrição médica.

 

Será caspa?

Mais comum, mas igualmente alarmante é a caspa. Se receia colocar um casaco preto porque o seu ombro fica cheio de pontinhos brancos, sabe que é realmente alarmante.

As causas para este mal são a descamação excessiva do couro cabeludo, que levam à formação de películas visíveis. Esta é uma das manifestações possíveis da dermatite seborreica, mas não implica o seu diagnóstico, uma vez que existem outras patologias descamativas do couro cabeludo”, como esclarece o dermatologista Pedro Viegas, na Clínica O meu Médico, em Faro

Além de evitar o excesso de agressões, evite sufocar a cabeça com gorros ou chapéus que por causarem calor desregulam o processo. Esta é a principal solução a tomar.

Por fim, alertamos para a possibilidade de psoríase. Esta é uma doença crónica da pele, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade. Afeta diversas partes do corpo, e todas de forma diferente.

Os principais sinais são sensação de prurido, presença de grandes lesões de pele avermelhada, cobertas por placas espessas, assimétricas, de cor branco-prateado e consequente descamação. A intensidade dos fatores vai depender do grau da doença. No início, até podem ser impercetíveis, mas depois surgem placas espessas, sendo as zonas do couro cabeludo mais afetadas as orelhas (lóbulos), a nuca, a testa e a linha do cabelo.

“As lesões avermelhadas, infiltradas e descamativas podem mesmo ser a primeira manifestação da doença. Em casos graves e refratários às medidas terapêuticas adequadas, indiciar formas mais graves e persistentes da doença, com carácter sistémico. Pode ser preditor de artrite psoriática e outras comorbilidades desta doença crónica, sistémica e autoimune” refere o dermatologista Paulo Ferreira. A psoríase não causa lesões nos folículos capilares, por isso a queda de cabelo não costuma ser permanente.

 

O stress pode ser a causa da psoríase cíclica

Quanto às causas, alguns estudos defendem que é genético. Mas isto não significa que não haja forma de a evitar ou atenuar. A psoríase é cíclica e pode ser desencadeada por situações de stress. A solução. “Deve ser diagnosticada e tratada o mais precocemente possível. A inflamação e a descamação generalizadas podem, nas fases iniciais, ser confundidas ou impor um diagnóstico diferencial com dermite seborreica. Devem ser tidos em consideração elementos da história clínica e familiar. A resposta às medidas terapêuticas da seborreia é pouco satisfatória”.

Mais cuidados? Devem ser utilizados tópicos com corticosteroides, associados ou não a antifúngicos e queratolíticos, mas sempre sob supervisão do dermatologista.

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