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É por isto que pode estar a perder cabelo. Saiba o que fazer

É sabido que a alimentação anda de mãos dadas com o bom funcionamento de todo o organismo – do humor ao aspeto da pele. Neste sentido, falemos de cabelo…

“É consensual que um estilo de vida saudável ajuda ao crescimento saudável do cabelo”. Não fumar, praticar exercício físico, evitar o excesso de peso são os métodos mais básicos que o tricologista Rui Oliveira Soares aponta como caminho para um cabelo saudável e forte.

Nesta equação, a alimentação está inevitavelmente presente, e deve ser o mais variada possível. “Comer carne e peixe, bem como legumes e fruta tem um efeito benéfico sobre o ciclo capilar”. Assim diz o especialista, que se adianta à nossa questão: “Não existe interesse em consumir em excesso nenhum alimento em especial”.

Para tentar perceber a origem do problema que é a queda capilar, ou pelo menos a sua associação à alimentação, Rui Oliveira Soares, que é Secretário-geral do Grupo de Tricologia da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e coordenador de tricologia no Hospital CUF Descobertas, explica que problemas como “a alopécia (falta de cabelo) e a queda de cabelo de causa carencial são muito mais frequentes em pacientes que fazem dietas com restrição de carne e vegetais. São também consequências comuns a quem passa por uma grande perda de peso em pouco tempo”.

As consequências não são imediatas. Mas, passados cerca de três meses, a pessoa em questão começa a notar os efeitos de tal restrição alimentar, um período que varia de pessoa para pessoa.

O que comer e o que evitar?

A tal questão, o tricologista responde serem muito raros os casos em que a causa da queda de cabelo ser a falta de um alimento específico. “Todos os nutrientes que necessitamos existem em vários alimentos”, justifica, lembrando a palavra-chave apontada no início deste artigo: alimentação variada.

Mas se já sofrer de queda de cabelo…

Prevenção é a chave, claro está. Uma alimentação variada e equilibrada é essencial a vários aspetos da saúde no geral, cabelo inclusive. Mas no caso de pessoas que já sofram com tal questão, o primeiro ponto passará por avaliar o tipo de alimentação que leva. Estará a comer todos os nutrientes que o seu organismo carece ou deve fazer melhores escolhas a este nível?

Procurar ajuda profissional é essencial para responder a tal questão. E esta postura tanto vale para quem tenha mudado drasticamente de alimentação ou simplesmente não tenha cuidado com o que come.

“Se a causa tiver sido exclusivamente a mudança alimentar, a normalização da mesma e o tempo resolvem”, garante Rui Oliveira Soares.

Em casos pontuais, a solução pode passar pela suplementação de ferro:

“As mulheres com calvície comum e com queda recorrente têm um nível médio de ferritina no sangue inferior ao da população em geral”, diz-nos o especialista, referindo-se à proteína produzida pelo fígado, responsável pelo armazenamento de ferro no organismo. São pois estes os casos que mais procuram resolver a situação com a toma de ferro.

Mas “embora os pacientes com queda recorrente melhorem ligeiramente com suplementação de ferro, esta melhoria não é importante; nem é muito diferente da observada na população em geral. Assim, recomenda-se suplementar ferro apenas quando existe uma carência importante documentada laboratorialmente” aconselha. “A toma indiscriminada de suplementos por pessoas com queda crónica faz pouco sentido. Não tem qualquer capacidade de engrossar o cabelo”, remata.

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