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Mais ecológica? É assim que deve começar

Cuidar do planeta hoje para ver um futuro mais verde amanhã? A Women’s Health dá-lhe uma ajuda e diz qual o caminho a seguir.

mais verde

Repare à sua volta e conte os itens e objetos que poderiam deixar de estar na sua vida. Este é o exercício que fazem as pessoas que aderem a um estilo de vida minimalista. Nele, figuram apenas os básicos e essenciais à felicidade e conforto.

É um estilo de vida que trava o consumismo e a produção desmedida, dois aspetos determinantes para a saúde do nosso planeta – que precisa de todos os nossos esforços agora e mais do que nunca. Adotar um estilo de vida mais minimalista, consciente e ético é fundamental nos dias que correm, mas precisamos de ir com calma. “Somos seres de hábitos e para mudar hábitos a longo prazo temos de mudar um hábito de cada vez. A pessoa deve fazer uma coisa de cada vez, para ficar bem feito”, alerta Ana Milhazes, criadora do movimento Lixo Zero e autora do blogue Ana, Go Slowly. Comecemos pela política dos cinco R.

Repensar

Tudo começa quando passamos a dedicar algum tempo a pensar na questão. Veja tudo o que está ao seu alcance para melhorar a qualidade de vida e, por consequência, o meio ambiente. Temos de repensar hábitos.

Reduzir

É cada vez mais importante reduzir o consumo, especialmente de descartáveis, evitando as compras por impulso ou conveniência (que é bem diferente de necessidade). De acordo com Ana Milhazes, reduzir não é tão fácil como o desejado “porque a publicidade tem um grande impacto. Tudo se resume a uma frase: ‘Nunca é suficiente.’ A verdade é que estas mensagens vão entrando devagarinho e vão ficando. As promoções também não ajudam e é difícil desconstruir isto. É preciso sair do piloto automático e refletir para não ir com pressa. Fazer a lista em casa é um truque”.

Recusar

É daquelas pessoas que pega em todos os folhetos, não perde uma oportunidade para levar um brinde para casa e, confesse, passa horas nas filas dos stands em plenos festivais de verão para levar mais um ‘goodie’ para casa? Pois bem, tem de aprender a recusar – sempre! “Recusar as amostras, publicidade quando nos dão na rua, os goodie bags dos congressos com canetas e blocos de que não vamos precisar. Ao recusarmos estamos a passar uma mensagem às marcas e em-presas. Os festivais, por exemplo, podiam deixar de dar brindes, trocando-os por experiências, como descontos ou tickets para refeições in loco. Mas a questão do marketing é ainda muito forte, mas as marcas têm de pensar noutra forma de fazer publicidade”, destaca a mentora do Lixo Zero.

Reutilizar

“Muito dos descartáveis usamos por conveniência, mas nada é necessário, há outras alternativas”, atira Ana Milhazes. E é bem simples: use garrafas reutilizáveis, dê uma nova vida aos boiões cosméticos de vidro. E porque não renovar um móvel dos seus avós?

Reciclar

“Atualmente, sete em cada dez lares fazem separação das embalagens, o que é já um resultado bastante positivo. No entanto, precisamos transportar estes hábitos de casa para outros ambientes. Pense em mudar no local de trabalho, escola e locais de convívio”, revela Teresa Cortes, gestora de marketing e comunicação da Sociedade Ponto Verde.

NOTA: No ecoponto? Nem sempre! Recipientes em vidro, lata ou plástico podem ser colocados no ecoponto mesmo quando ainda têm resíduos (como garrafas de azeite, copos de iogurte, etc.). Já o papel/cartão não, pois fica com “as propriedades alteradas, impossibilitando a sua reciclagem”, alerta Teresa Cortes.

 

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