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Esta dieta pode reduzir o impacto ambiental da alimentação

A nossa alimentação influencia não só a nossa saúde como a saúde do nosso planeta. Como para o organismo humano, algumas dietas são melhores para a Terra.

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As preocupações com um estilo de vida saudável estão a crescer. Desde a prática de exercício físico até à alimentação, as pessoas focam-se cada vez mais num estilo de vida saudável que dê mais qualidade de vida. No entanto, por vezes, é fácil esquecer que estas preocupações não se devem centrar apenas no organismo, mas também nas consequências doshábitos para impacto ambiental.

Numa altura em que o debatem os níveis de poluição, as alterações do clima e as mudanças drásticas que estão a acontecer no nosso planeta, a Universidade de Oxford vem agora ajudar a perceber a relação entre o que que se come e as consequências para o planeta. Este estudo, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health é, segundo se pode ler no site da universidade, “o primeiro a tratar a relação entre a saúde, os impactos nutricionais das diferentes estratégias alimentares e o impacto ambiental que têm entre as principais regiões do mundo”.

 

A alimentação e o impacto real para o planeta

Que o que cada pessoa come tem um impacto direto sobre a saúde, já não é uma novidade. Uma alimentação rica em açúcares, desequilibrada e desprovida dos principais grupos nutricionais pode levar a doenças crónicas. Em casos mais extremos podem surgir questões como a obesidade (para saber mais sobre a obesidade consulte este artigo da Women’s Health), ou o seu oposto, a anorexia.

Por todo o mundo, os problemas ligados à alimentação também se multiplicam. Ora devido a dietas nutricionalmente desadequadas, devido à fome e a deficiências nutricionais, ou às doenças crónicas. O que nos deve fazer pensar é que asescolhas alimentares podem estar a arruinar a saúde do planeta, além da humana.

Neste estudo, os investigadores tentaram perceber qual é a dieta menos prejudicial para o planeta e os resultados estão do lado das plantas. Isto, porque segundo os investigadores de Oxford, substituir produtos de origem animal por alimentos à base de plantas assume-se como uma boa medida para melhorar os níveis nutricionais das populações, diminuindo as taxas de mortalidade por doenças crónicas e ainda o impacto ambiental.

Mas regimes alimentares baseados no consumo de plantas ajudam também o planeta, já que reduzem as emissões de gases de efeito de estufa entre 54% a 87%, globalmente. São as dietas veganas as que revelam melhores resultados. Além disso, a quantidade de químicos e adubos inseridos nos solos também diminui.

Outro estudo, que juntou investigadores franceses de várias universidades, comprova que quem tem uma dieta baseada em plantas tende a ter níveis educacionais superiores e um estilo de vida, de modo geral, mais saudável. Além disso, esta investigação chegou ainda à conclusão de que as dietas pró-vegetarianas reduzem o impacto ambiental da alimentação. Em Portugal, dados da Associação Vegetariana Portuguesa sugerem que o número de vegetarianos, entre 2007 e 2017, quadruplicou. Atualmente, cerca de 1,2% da população portuguesa é vegetariana e 0,6% vegana.

 

A dificuldade em encontrar o equilíbrio

No entanto, nem tudo são boas notícias dado que o consumo de mais vegetais e plantas requer também o aumento do consumo de água potável, da qual as pessoas necessitam para sobreviver e prosperar.

Estas medidas foram apenas eficazes nos países desenvolvidos e tiveram pouco impacto nos países onde o consumo animal é médio ou baixo. Os investigadores avançam que, apesar de uma dieta baseada em plantas ser benéfica para a saúde, reduzindo a mortalidade e as doenças crónicas, no que toca ao planeta, o caminho ainda é longo.

Ter um regime alimentar mais sustentável pode resultar em reduções do impacto ambiental e melhorias na saúde global, especialmente nos países mais desenvolvidos. Ainda assim, nos países subdesenvolvidos isto pode ser um problema, dado que exige um aumento do consumo de recursos, como a água potável.

“A nossa pesquisa sugere que precisamos de ter uma mudança estratégica, que encoraje o consumo predominante de dietas à base de plantas, levando a melhorias no peso e ingestão de calorias, em linha com as últimas evidências científicas sobre alimentação saudável“, explica Marco Springmann, investigador de Oxford e principal responsável pelo estudo desta universidade.

É fundamental assegurar o equilíbrio do planeta. Para isso, as dietas devem passar a ser predominantemente baseadas em vegetais, indo ao encontro das recomendações para uma alimentação saudável e também sustentável.


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