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Dê a volta ao stress antes das férias!

Não é a presença de determinados fatores que desencadeiam situações de stress, mas sim a forma como lidamos com eles. Veja como relaxar já hoje!

Dê a volta ao stress antes das férias!

O stress faz parte do nosso dia a dia. Oscila consoante hajam alterações a nível pessoal ou profissional e muda de pessoa para pessoa, uma vez que cada um pode reagir de forma diferente à mesa situação. Há quem consiga lidar positivamente perante ele e quem se sinta absolutamente incapaz para fazer qualquer coisa.

Não é a presença de determinados fatores que desencadeiam situações de stress, mas sim a forma como lidamos com eles. É que, por mais estranho que pareça, o stress também tem benefícios. Só é necessário tirar proveito dele, convertendo os seus efeitos negativos em algo a seu favor.

Ainda não foi de férias e não há meio de se conseguir ver livre do stress? A rotina continua frenética, os miúdos estão em casa e ainda não viu melhorias no trânsito? Calma, o stress até lhe pode fazer bem!

É preciso começar por referir que a relação entre stress e doença não é linear. É certo que o stress influencia a saúde através das mudanças comportamentais, mas também é verdade que este pode ser controlado. O segredo está em minimizar os seus efeitos prejudiciais e aprender a usá-lo como veículo de motivação para a realização de certos objetivos. Recursos não lhe faltam. Está nas suas próprias mãos.

Stress… uma dose de motivação?

O stress não resulta apenas da exigência da situação ou da escassez de recursos de que se dispõe, mas da relação entre eles e da forma como percecionamos essa relação, ou seja, da perceção de que não se é capaz de ultrapassar uma determinada situação. E é a sistematização do contacto com essa pressão e a consequente sensação de incapacidade que torna o organismo mais vulnerável.

Para Joana Alexandre, professora de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE, “o que influencia as nossas reações emocionais e comportamentais em determinadas situações problemáticas é o nosso pensamento acerca das mesmas. Ou seja, existem fatores mediacionais cognitivos entre uma situação em que nos encontramos e o modo como reagimos ou respondemos a essa situação”.

Então, e qual é a solução? Bem, esta está, cerna forma como lida com as situações que a deixam stressada. Se conseguir gerir a intensidade da sua pressão diária, esta poderá ser-lhe benéfica, pois mobiliza mais energia para concretizar os seus objetivos. Para isso, deve aprender a canalizar e a converter as influências negativas que o stress acarreta e20m algo positivo e a seu favor, e evitar situações que não lhe dão segurança e capacidade para as ultrapassar.

Segundo. Alexandra Marques Pinto, psicóloga e professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, “pode distinguir-se diversos tipos de stress, entre eles: ‘bom’ (designado por Eustress), que nos dá adrenalina e energia para nos envolvermos nas nossas atividades; e ‘mau’ (designado por Distress), que pode ser agudo (surge de um momento para o outro) ou de tipo crónico (que se vai instalando na pessoa de forma mais ‘silenciosa’)”.

Assim, compreende-se que o stress seja também essencial para lhe dar a motivação que, por vezes, lhe falta para lidar com os obstáculos que o quotidiano lhe impõe. Se reparar na população mais envelhecida constata que aqueles que deixam de trabalhar e não se envolvem noutras atividades que garantam um certo nível stress, sentem-se mais deprimidas e desmotivadas perante a vida.

Em suma, pode dizer-se que é necessário que exista um nível desejado de stress ‘bom’ para que haja produtividade e satisfação nas diferentes esferas da vida. Para isso, deve conhecer as suas capacidades e limites, planear melhor o seu tempo para que possa controlar a situação e, assim, manter um nível desejado de energia e motivação.

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