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Da cultura popular para a ciência: O poder da lavanda

A lavanda (Lavandula angustifolia) tem um odor adocicado e as suas propriedades medicinais passam agora da cultura popular para as provas científicas.

lavanda

Quem nunca colocou um sabonete com cheiro dentro do roupeiro para dar um odor suave e sempre fresco à roupa? Ou comprou um ambientador cuja embalagem prometia relaxamento durante toda a noite e até ajudá-la a dormir melhor?

Ou talvez prefira uma vela para criar mais ambiente durante o jantar romântico que preparou para a sua cara-metade. Todos estes produtos são compostos, na sua maioria, por ervas aromáticas.

Na comida, adicionar algumas destas ervas como o manjericão, orégãos, salsa, coentros ou alecrim pode ser uma boa forma para controlar a quantidade de sal. Mas a verdade é que os benefícios das ervas aromáticas há muito que vão além da culinária. Algumas delas são mesmo conhecidas pelas suas propriedades mais exóticas. E há uma erva que agora se destaca e que, tipicamente, não é utilizada na culinária: A lavanda.

 

Lavanda: Uma ajuda para tratar a ansiedade

A lavanda (Lavandula angustifolia) tem um odor adocicado. E as suas propriedades medicinais passam agora da cultura popular para as investigações científicas. Diz a sabedoria popular que a lavanda tem poderes de relaxamento e proporciona uma sensação de serenidade, premissas que foram agora provadas. Um estudo de 2013 anunciava já os possíveis benefícios da lavanda para problemas neurológicos.

No entanto, só agora é que um estudo – conduzido japonês, da Universidade de Kagoshima – relaciona o poder de inalar lavanda para o tratamento de alguns problemas mentais.

Esta pesquisa centra os seus resultados nas capacidades ansiolíticas da lavanda. Tal deve-se ao linalol, composto químico presente nos extratos da planta. Este é um tipo de álcool cujas propriedades são já conhecidas, mas a novidade é a ligação entre o olfato e este composto químico.

Poder derivado do cheiro

Inalar linalol é o equivalente a tomar um ansiolítico, dado que ambas as formas têm reações semelhantes no cérebro dos ratos estudados. No entanto, as propriedades da lavanda têm um benefício adicional no tratamento de sintomas depressivos ou de ansiedade. O melhor? Esta planta não tem efeitos secundários como tonturas ou fraqueza, presentes na maioria dos ansiolíticos.

Os ratos analisados neste estudo tinham o sentido do olfato perfeitamente saudável e o linalol foi apenas eficaz quando inalado. Ao serem expostos a vapores que continham esta substância, os animais mostraram-se mais calmos, estavam relaxados e ainda sóbrios.

É necessário destacar que estes efeitos apenas foram notórios em animais sem nenhum problema a nível cerebral. Nem tampouco animal com impedimento de inalação de odor. Apesar de este estudo em versado apenas em animais, os investigadores acreditam que os resultados serão semelhantes em humanos. É queo cérebro dos ratos e dos humanos são muito semelhante a nível de circuito emocional.

 

O problema da ansiedade

Em Portugal, uma em cada cinco pessoas sofre de ansiedade, segundo aponta o Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, promovido pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. O nosso país apresenta ainda a segunda taxa mais elevada da Europa no que toca a perturbações psiquiátricas. Por isso, este é um problema que merece especial atenção.

Para saber mais sobre a saúde mental, o que significa ter um problema mental e os danos mundiais e portugueses sobre esta condição, consulte este artigo da Women’s Health Portugal.

O estudo promovido pela equipa japonesa revela-se ainda mais importante para diminuir os valores da ansiedade dado o panorama nacional. Na verdade, esta é uma forma bastante simples, fácil e económica para promover a calma. Porém, os investigadores fazem a ressalva de que são necessários mais estudos, especialmente em humanos.

Note que não deve exagerar na quantidade de lavanda que coloca no ambiente, pois a quantidade indicada não foi provada. Além disso, ao fim de um tempo, o sistema olfativo habitua-se ao odor. Quando isso ocorre, as reações químicas no cérebro reduzem. É por isso que a capacidade de relaxar e acalmar também se torna menor.

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