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Descobrimos o culpado pelas lesões no ginásio

Não é apenas o excesso de treino a causa de lesões em atletas. A má execução dos exercícios e o mau uso de equipamentos também pesam na equação.

Lesões. Esta é possivelmente a palavra que um atleta menos deseja ouvir. Quem treina com regularidade e procura dar o máximo de si em cada treino nem sempre ouve os sinais que o corpo dá. E qual o resultado? Uma ou mais lesões e, possivelmente, uma paragem inesperada na atividade física.

Mas não é apenas o excesso de treino a causa de lesões em atletas. A má execução dos exercícios e o mau uso de determinados equipamentos também pesam nesta equação… E há um equipamento bem específico a colocar na ‘lista negra’.

De acordo com um estudo levado a cabo pelo site Elliptical Reviews, quem quer evitar lesões no ginásio deve fugir a ‘sete pés’ da passadeira.

E os números falam por si. 34% das mulheres e 31% dos homens que se lesionaram no ginásio fizeram-no por culpa deste equipamento.

Para chegarem a esta conclusão, os responsáveis pela investigação analisaram os dados do Sistema Nacional de Vigilância de Lesões Eletrónicas nos Estados Unidos. A informação foi cruzada com a das entradas nas urgências hospitalares em 2016 por culpa de lesões em ginásios.

Mas, de que tipo de lesões falamos? Daquelas que nenhum atleta quer ter, especialmente corredores. Falamos do caso da síndrome da tensão tibial medial, da fratura de stress e do joelho de corredor. Este é o nome comummente dado à síndrome de dor patelo-femural, caraterizada pela dor ‘dentro’ do joelho.

Além da corrida na passadeira, na lista exercícios mais propensos a lesões estão ainda aqueles que requerem o uso de bolas medicinais. Fala-se em exercícios com peso acima daquilo que a pessoa é capaz de usar. Também o tradicional saltar à corda é mal visto neste sentido.

Evitar lesões: Com ou sem equipamento?

Um dos aspetos que mais pesa na escolha de um ginásio é a quantidade e variedade de equipamentos disponíveis. Para quem pretende variar o plano de treino ao máximo e tirar o melhor partido de cada movimento, o uso de equipamentos pode ser uma excelente opção.

Mas quando em causa está o risco de lesões, então o melhor é avaliar caso a caso. De acordo com o mesmo estudo, o risco de correr na rua é maior face à passadeira. 36,3% e 35,6% respetivamente, embora este seja o equipamento mais ‘perigoso’ de um ginásio.

Também no que diz respeito aos exercícios mais comuns de fitness, o risco de lesão é maior quando não se faz uso de equipamentos. Falamos das percentagens de 25% e 11%, respetivamente.

Já quando em causa estão as flexões, fazê-las no chão correspondeu a 4,3% das lesões que deram entrada nos hospitais, enquanto as flexões feitas com equipamento representaram 6,7%.
Enquanto o salto à tesoura foi causa de 0,5% das lesões, o salto em box causou 3,2% das entradas hospitalares.

Diga-me como treina e dir-lhe-ei onde vai doer

Na prática de exercício físico há dois tipos de dores: aquela que vem à boleia da construção de músculo e aquela que resulta de um mau exercício ou lesão.

Quem usa muito a máquina do remo, diz o mesmo estudo, tende a lesionar-se na região dos ombros, a mesma que é facilmente afetada pela bicicleta estática e pela elíptica.

A cabeça é a parte que mais fica a doer com o uso das bolas medicinais largas. Tal acontece principalmente quando as usa para fazer flexões. Também o salto à corda e as elevações apontam o mesmo risco.

Além da corrida, o saco de boxe pode ser um inimigo dos joelhos. A investigação salienta que a zona do peito pode ficar lesionada ou dorida com o levantamento de peso.


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