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Criatividade como resposta aos desafios

Mafalda Almeida
Criatividade como resposta aos desafios

Acredito que a criatividade é como um músculo. E, como qualquer músculo, precisa de ser treinado se quisermos que evolua, que fique mais forte e que responda melhor aos estímulos e às necessidades.

Ora, acredito também que nascemos com um potencial enorme de criatividade, e que esta vai sendo limitada à medida que crescemos. As razões podem ser várias, de onde destaco o contexto familiar e cultural. Nada a fazer, a sociedade programa-nos desde cedo para sermos socialmente aceites, e para sermos ‘mais um’ no meio da multidão.

Assim, os nossos teatros em criança, os nossos amigos imaginários (aos quais em adulto damos o nome de “’mentores imaginários’), e as nossas profissões ‘impossíveis’ caem por terra em nome de uma uniformização de feitios e comportamentos.

A boa notícia é que, tal como a ida ao ginásio nos ajuda a fortalecer os nossos músculos, a prática de exercícios de criatividade também nos ajuda a fortalecer a mente criativa, e a identificar várias soluções para os desafios da vida.

Uma das formas de melhor lidar com a ansiedade, é de facto conseguirmos identificar vários planos/soluções para um determinado contexto que nos está a deixar ansiosos e nervosos. E é aqui que encontramos um exemplo de como o desenvolvimento das nossas capacidades criativas pode ajudar na identificação de vários planos e soluções para resolver algum problema (gosto mais de chamar ‘desafio’).

É aqui que possivelmente surge uma questão: como desenvolver então a nossa criatividade, uma vez que esta se encontra adormecida por tanto tempo? Observe, experimente (e não tenha medo de errar! Não existe erro, existe feedback), conheça pessoas novas. Faça escolhas diferentes. Perante um desafio por resolver (depende obviamente de gravidade e do impacto desse desafio!), sente-se e escreva pelo menos cinquenta (sim: 50) soluções para resolver e ultrapassar esse desafio.

Dou-lhe o exemplo de Walt Disney. Sabia que este génio da criatividade ocupava três salas diferentes antes de avançar com alguma ideia? Sim. Walt Disney tinha três salas, todas elas decoradas de forma completamente diferente, onde conseguia mergulhar em três contextos diferentes que o ajudariam a analisar determinada ideia, situação ou desafio. Eram elas: a sala do sonhador, a sala do realista e a sala do crítico. Conseguia assim ‘vestir três chapéus’ diferentes, que o ajudavam a ver a questão de três perspetivas diferentes.

Qualquer que seja o tema a resolver, pense diferente. Pense como se não pensasse numa situação normal.

A não esquecer: A evolução surge através da criação! Crie coisas novas na sua vida, atreva-se a fazer as coisas de forma diferente!

 

A especialista

Mafalda Almeida, Executive & Life Coach, formadora, palestrante, mentora, e autora do livro Veja em si a Melhor Mulher do Mundo.

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