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Se não fizer isto, a sua pele envelhece mais com o frio

Contra todo e qualquer tipo de tentativa de hibernação, temos os melhores conselhos para cuidar da pele.

proteger a pele

Todos os anos somos alertadas para os cuidados básicos de pele no verão, para as consequências da exposição solar desprotegida, para os danos a longo prazo que a falta de uma rotina de proteção pode trazer. Todos estes alertas são válidos e necessários, mas é preciso repetir – e adaptar – a lição também no inverno.

Se no verão é o sol o principal inimigo da pele (nunca deixando de lado a sua função vital para o organismo, importa salientar), no inverno temos uns quantos vilões a acrescentar. Além do impacto da radiação solar – que pode ser acelerado em cenários de neve, por exemplo –, a nossa pele fica também à mercê da ação do frio, do vento e da humidade.

E o que é que isso quer dizer? Que é preciso ativar um plano de ação.

Ao ataque!

A consequência mais direta e comum do frio e do vento na pele é desidratação cutânea, comummente chamada de pele seca. Tal acontece à boleia da redução da oleosidade natural da pele, diminuindo o manto lipídico que retém a sua humidade e que a deixa a pele macia. E qual o resultado? Uma pele baça, “áspera, descamativa e, eventualmente, pruriginosa (causa comichão), em comparação com a pele normal, que é firme, lisa e aveludada”, explica à Women’s Health a dermatologista Patrícia Santos, da Clínica Bom Jesus, em Ponta Delgada.

Quando a pele é já por si muito seca, o impacto destes fatores ambientais pode levar à evolução de um eczema, alerta a especialista, salientando que é nas peles mais velhas e sensíveis que a situação pode ser mais agressiva.

Sempre que possível, prefira cremes e pomadas. São mais hidratantes

Evitar a desidratação cutânea é o principal objetivo durante o inverno, não só por questões de aparência (ninguém gosta de ter o rosto a ‘estalar’, sejamos sinceras), mas também para prevenir complicações futuras e independentemente da estação do ano. Para tal, diz a dermatologista, importa ter em conta alguns hábitos que, à partida, parecem inofensivos, mas que, na realidade, pode ser um verdadeiro atentado à barreira cutânea. Falamos, por exemplo, dos banhos.

Embora a água quente seja aquilo que mais desejamos numa manhã bem fria, os banhos “devem ser curtos, com água tépida, usando-se um gel de banho hidratante”, visto que a água quente elimina de forma excessiva a gordura natural da pele, deixando-a desprotegida e ressequida. O uso de “sabões ativos” e de “solventes, detergentes e outros químicos” é também de evitar, pois “dissolvem a gordura da pele e tornam-na seca”. A toma de medicamentos para baixar o colesterol pode igualmente interferir com a camada lipídica da pele, acelerando a sua secura.

Apesar de o frio não ser muito convidativo a andar sempre com uma garrafa de água na mala, a hidratação ‘interna’ é também importante para manter a pele macia e elástica, podendo os chás sem açúcar ser aliados na tarefa de ingerir líquidos ao longo do dia. Além da ingestão frequente de líquidos ao longo do dia, seguir uma alimentação saudável, variada e rica em antioxidantes, minerais e vitaminas como a C e a E é também uma mais-valia para a saúde de dentro e que se vê por fora.

 

Os cremes

A aplicação diária – ou, se necessário, bidiária – de um creme anti-secura é um dos rituais a adotar no inverno, sendo o momento após banho o melhor para o fazer, pois os vapores quentes deixam os poros mais dilatados e a pele mais recetiva aos agentes que compõem o creme, aumentando a sua penetração e consequente eficácia.

Segundo a dermatologista Patrícia Santos, “os emolientes ou hidratantes cutâneos” devem ser os eleitos nesta estação do ano, já que “são produtos que atua mimetizando os mecanismos naturais da de autorregulação da pele: retêm água, atraem água à camada córnea, substituem a gordura epidérmica (lípidos) e reequilibram a barreira cutânea quando esta é perturbada ou insuficiente para responder às agressões externas”.

Apesar de a oferta atual ser vasta, “são preferíveis cremes e pomadas, que são mais hidratantes do que as loções”, refere a especialista, salientando que, “na pele atópica (com tendência para alergias), devem evitar-se os cremes perfumados”, visto que, “na atualidade, os perfumes constituem uma importante causa de alergia”.

Deste modo, o creme deve ser escolhido tendo em conta o tipo de pele que se tem e a zona onde vai ser aplicado – e tendo, claro, em conta que há partes do corpo mais expostas aos fatores ambientais, como é o caso do rosto e das mãos. No rosto, aliar um creme hidratante a uma rotina de beleza que inclua um gel de limpeza e um tónico é meio caminho andado para que a sua eficácia seja maior. Em alguns casos, o uso de um sérum mais concentrado pode também ser uma vantagem no processo de hidratação e reparação.

As zonas do corpo mais vulneráveis

Uma vez que são as mãos e o rosto as partes do corpo mais expostas ao frio e ao vento, “os melhores aliados para proteger a pele face aos desequilíbrios provocados pelo frio, vento e humidade são, sem dúvida, as roupas quentes e os acessórios, como as luvas e gorros, especialmente para quem sofre de frieiras e, por isso, deve evitar variações bruscas de temperatura nas extremidades corporais”, salienta Marta Ferreira, farmacêutica e autora do blogue A Pele Que Habito. Mas há também que fazer uma aposta certeira na cosmética e a especialista em Farmácia revela à Women’s Health as suas escolhas.

Para as mãos, Marta sugere o creme de mãos intensivo da Martiderm (5,55€), que “contém ureia, um reparador natural (3% do extrato de Centella Asiática), um acelerador de cicatrização, como a lanolina, e ainda um derivado muito suave de retinol”, combinação que não só oferece uma “hidratação imediata, mas também uma renovação mais rápida da pele seca”. Quanto aos lábios, outra parte do corpo facilmente agredida pelo frio e pelo vento, o ideal é que o produto eleito seja “bastante emoliente” e que contenha “ingredientes calmantes e promotores de cicatrização, como, por exemplo, a alantoina, o pantenol e o bisabolol, permitindo reconfortar e reparar os lábios gretados de forma mais rápida”. A sua escolha vai para o ISDIN Nutrabalm periorial protetor reparador textura ligeira (5,17€).

Os lábios são também uma parte do corpo facilmente agredida pelo frio e vento

No que diz respeito ao rosto, “para a pele com alguma oleosidade, mas que, por esta altura do ano, sofre desidratação, sugiro acrescentar um sérum hidratante à rotina”. Aqui, Marta aconselha o Hydrabio da Bioderma (19,60€) “porque contém ácido hialurónico, vários açúcares e outros ingredientes com elevada capacidade para reter a água. Além disso, este produto contém também niacinamida, que, por sua vez, promove a produção de ceramidas pela própria pele”. Já quem tem pele seca, “e que pode sentir algum repuxamento e irritação, recomendo a loção facial hidratante das CeraVe” (12,83€), um produto que “possui igualmente niacinamida e ácido hialurónico” e que, “por ter uma textura mais rica e uma formulação mais minimalista e sem perfume”, pode ser uma boa opção para quem tem peles sensíveis.

“Há produtos de corpo interessantes para todas as carteiras, mas, curiosamente, a loção corporal 10% ureia da Cien [2,69€] é, na minha opinião, um dos mais interessantes do mercado! Tem uma absorção rápida e permite deixar a pele hidratada e suave graças a este ingrediente”, destaca Marta Ferreira.

O caso das frieiras

As frieiras são nada mais, nada menos do que uma resposta inflamatória anormal ao frio, sendo as baixas temperaturas e a humidade os principais fatores de risco. As frieiras afetam, sobretudo, os dedos das mãos e dos pés, mas podem, em alguns casos, aparecer no nariz, nas orelhas e nos tornozelos, explica a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) no seu site. De um modo geral, apresentam um tom que pode variar do vermelho ao violeta, mas, em casos mais graves, podem ulcerar, isto é, dar azo a feridas, dor e prurido.

Manter as mãos e os pés quentes e secos é a melhor forma de prevenir as freirias, assim como usar um creme hidratante adequado.

Proteção solar… todo o ano!

No inverno, e “de modo a prevenir o fotoenvelhecimento, em dias solarengos, deve-se usar protetores solares com índice de proteção solar SPF 15-30 e proteção UVA”, começa por aconselhar a dermatologista Patrícia Santos. Para a especialista, “muitos cremes hidratantes têm na sua composição protetores solares, o que torna mais prática a sua utilização”.

De uma forma geral, e tal como acontece no inverno, “é recomendada a utilização de protetor solar nas áreas fotoexpostas” e, especialmente, por parte de pessoas “que tenham profissões ao ar livre ou que tenha atividades de lazer ao ar livre, como é o caso dos jogadores de golfe, dos ciclistas, das pessoas que façam passeios pedestres, etc. Nestes casos, deve ser feita a renovação do protetor solar de duas em duas horas”.

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