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Covid-19: O que fazer para fortalecer o sistema imunitário

Saiba tudo o que está ao seu alcance para se manter saudável.

Ter um sistema imunitário reforçado pode ser um bom escudo protetor contra agentes agressores internos e externos. Perante uma situação de pandemia como a que vivemos, é certo que ter um sistema imunitário forte não é sinónimo de escape à infeção por Covid-19, no entanto, é sabido que aumenta a qualidade de vida, deixa o organismo mais resistente e minimiza algumas mazelas.

“Em qualquer circunstância, é muito importante que qualquer um de nós tenha a consciência de manter o sistema imunitário nas melhores condições possíveis. Por isso é que nós, enquanto profissionais da saúde e da nutrição, falamos muito da prevenção, de manter um estilo de vida saudável, de tentar que não existam comorbilidade, ou seja doenças associadas, que, obviamente, fazem com que seja mais fácil combater agentes externos. Quando existe uma inflamação, existe uma inflamação, existe uma resposta natural do organismo para combater esses agentes externos e, às vezes, também alguns internos. O que pode acontecer é tentar que exista uma solução para minorar esses agentes externos ou para ser mais fácil ultrapassar, caso o sistema imunitário consiga combatê-los de forma mais eficiente, se não vamos ter mais barreiras e, claro, é muito mais difícil esse combate”, alerta a nutricionista Daniela Duarte, autora da página Agitakalorias.

O que comer para reforçar o sistema imunitário

Ter uma alimentação saudável e equilibrada é meio caminho andado para se sentir com saúde e energia, mas na hora de reforçar o sistema imunitário, há que prestar uma especial atenção a alguns alimentos.

De acordo com a nutricionista Daniela Duarte, “diariamente podemos consumir alimentos anti-inflamatórios, que acabam por ajudar na prevenção de algumas respostas inflamatórias, praticar uma alimentação saudável, ter um estilo de vida ativo e procurar uma alimentação rica em micronutrientes no dia-a-dia. Ou seja, tudo isto é importante nesta fase, mas é ainda mais importante que isto já tivesse sido feito antes. Que esta pandemia nos sirva como alerta para no nosso dia-a-dia termos um estilo de vida o mais saudável possível, acho que é a mensagem mais importante. É claro que podemos agora tentar melhorar o sistema imunitário, mas seria importante fazer sempre como medida preventiva”.

Apesar de Daniela Duarte salientar “que isto são dicas para agentes externos, não vai evitar uma contaminação, devemos vamos apostar na prevenção. São dicas que poderiam ser dadas em qualquer momento do ano“. E tudo começa com o que comemos. “Adotar a dieta mediterrânica, sem grandes fundamentalismos. A comida portuguesa é excelente”, começa por recomendar.

“Aumentar o consumo de vegetais” é uma das apostas, uma vez que “os vegetais de folha verde escura, como os espinafres, as couves e os brócolos são ricos em vitamina E, que acaba por ser importante no combate à inflamação”. As frutas, “como os frutos vermelhos, as cerejas, as amoras, as framboesas, os mirtilos e os morangos ajudam também a combater a inflamação, porque têm compostos que são as antocianinas, que são os compostos que lhes conferem a cor e que são alimentos anti-inflamatórios. Depois temos também o gengibre, que contém uma substância que é o gingerol, que tem uma ação antioxidante e anti-inflamatória. Hoje em dia fala-se de outros compostos como a moringa e maca, que são ricas em fitoquímicos, ou também a curcuma que se pode adicionar a preparados ou comida e que tem também propriedades antioxidante e anti-inflamatória”.

O consumo de alimentos ricos em vitamina C – como citrinos, pimento, kiwi, entre outros – é também uma mais-valia, assim como a ingestão regular de água ao longo do dia.

Caso tenhamos de ficar em casa, Daniela Duarte diz que “é muito importante apostarmos também na vitamina D, possivelmente na suplementação, embora isso deva ser sempre personalizado, uma vez que acaba por ser uma vitamina essencial ao nosso dia-a-dia e se ficarmos em casa ficamos por não ter capacidade de absorção”. E quanto à suplementação, “pode fazer sentido em alguns casos, mas deve ser avaliada com um profissional da área”.

A nutricionista Bárbara Oliveira diz que “antes de mais quero esclarecer que nenhum ou nenhum suplemento vão ajudar a prevenir o COVID-19. Uma coisa é aumentar e melhorar o funcionamento do nosso sistema imunitário e eventualmente melhorar alguns sintomas, outra coisa é prevenir. E mesmo que isso aconteça, há sempre a possibilidade de sermos veículos de transmissão”.

Sobre que alimentos evitar, a especialista usa as redes sociais para deixar o alerta: “O que devo evitar? (agora e sempre): -Açúcar e produtos ricos em açúcar; -Cereais refinados; -Álcool;⠀-Produtos ricos em gorduras saturadas”.

Estratégias para se manter saudável, segundo a Universidade de Harvard

Além do reforço alimentar ou por via de suplementação – embora este último deva acontecer com aconselhamento médico -, existem alguns cuidados diários que prometem reforçar o sistema imunitário. De acordo com a Universidade de Harvard, são eles:

  • Lavar as mãos. A lavagem correta das mãos com água e sabão e o uso de desinfectante – tanto nas mãos, como nos objetos que podem ser usados por mais do que uma pessoa – são duas medidas básicas que podem fazer toda a diferença.
  • Esteja em forma. Além de ser importante seguir uma alimentação saudável e equilibrada (com um reforço dos alimentos da época), tente exercitar-se regularmente e dormir o suficiente. Quanto ao exercício, opte por pequenos treinos em casa e evite as idas constantes aos ginásios durante o período de infeção. Tanto na Women’s Health como na Men’s Health (no site e nas revistas) tem um conjunto de exercício variados que podem ser feitos em casa.
  • Reduza o stress. Os tempos são de preocupação e a necessidade de recorrer ao teletrabalho pode causar alguma tensão e stress, mas importa relaxar e conseguir regular os níveis de ansiedade. É sabido que o aumento de cortisol pode prejudicar o sistema imunitário. Faça meditação, beba chá e tente criar um nova metodologia de trabalho.
  • Vacine-se. Embora não haja ainda uma vacina contra o novo coronavírus, a vacinação, de uma forma geral, continua a ser um escudo protetor importante. “Ser vacinado contra a gripe e outras doenças estimula o sistema imunitário a proteger-se contra doenças. As vacinas ensinam o sistema imunitário a reconhecer patógenos específicos e prepara-o para montar uma defesa, caso sejam encontrados”, explica a universidade no seu site.

A Universidade de Harvard vai mais além e pede ainda que as pessoas deixem de fumar e ingerir bebidas alcoólicas (ou, pelo menos, que o façam de forma moderada e consciente).

Sobre o Covid-19

COVID-19 é o nome da doença que é provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2. O SARS-CoV-2 “é o nome do novo coronavírus que foi detetado na China, no final de 2019, e que significa síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”, explica o Serviço Nacional de Saúde do seu site.

Os sintomas são idênticos aos da gripe, incluindo febre, tosse, falta de ar (dificuldade respiratória) e cansaço. “Em casos mais graves pode evoluir para pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e, até mesmo, levar à morte”, alerta o organismo.

A Covid-19 pode transmitir-se através de gotículas respiratórias, contacto direto com secreções infetadas e aerossóis em alguns procedimentos terapêuticos que os produzem (por exemplo as nebulizações). O contacto de pessoa para pessoa é também uma realidade e pode acontecer “pela proximidade a uma pessoa com COVID-19 através de:gotículas respiratórias – espalham-se quando a pessoa infetada tosse, espirra ou fala, podendo serem inaladas ou pousarem na boca, nariz ou olhos das pessoas que estão próximas; contacto das mãos com uma superfície ou objeto infetado com o SARS-CoV-2 e se em seguida existir contacto com a boca, nariz ou olhos pode provocar infeção”.

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