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Covid-19: ‘Só’ dor de cabeça ou sintoma? Saiba quando se preocupar

Embora febre e tosse sejam os sintomas mais comuns associados a Covid-19, os doentes queixam-se de outros sintomas, nomeadamente dor de cabeça.

dor de cabeça

“Se regressou de uma área afetada com transmissão comunitária nos últimos 14 dias e apresenta tosse, dificuldade respiratória ou febre deve ligar ao SNS 24 e seguir as recomendações que lhe forem dadas”. Assim se lê no site da DGS, que aconselha a toda a população a tornar-se um ‘agente de saúde pública’.

Também no site da SNS24, lê-se que os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo Covid-19 são febre (com temperatura igual ou superior a 38ºC), tosse e dificuldade respiratória, nomeadamente falta de ar. O site não descura no entanto outros sintomas como dor de garganta, corrimento nasal, dor de cabeça ou cansaço.

Não só os sintomas mais comuns merecem atenção

“Apesar da dor de cabeça (cefaleia) não ser o sintoma mais comum, é bastante incapacitante; Por isso, as pessoas dão bastante importância a este sintoma.”

“Qualquer dor é muito valorizada pelo que, se existir, deve ser abordada e controlada”. Assim começa por dizer Ana Correia Oliveira, médica especialista em Medicina Geral e Familiar no Hospital Lusíadas no Porto.

A quem sente dor de cabeça com frequência, ou anda a sofrer com este mal durante a quarentena, vale a pena entender a origem destas dores. Estaremos a desvalorizar um possível sintoma do novo coronavírus?

Estarão os portugueses a atrasar uma chamada para o SNS24?

Para esclarecer esta questão, a especialista, que é também coordenadora da USF Cedofeita explica que a melhor postura a adotar, de forma a seguir uma postura preventiva e responsável dependerá sempre da intensidade e caraterísticas da dor de cabeça. “Se for uma dor de cabeça constante, ligeira, sem alterações neurológicas, como alteração da sensibilidade facial, alteração de visão ou tonturas, pode ser administrado um analgésico. Se não existirem contraindicações, poderá ser utilizado paracetamol. Se a dor for intensa, a pessoa acordar por causa da dor ou estiver associada a alteração neurológica, então é motivo de urgência”, refere a médica.

“Em caso de dúvida deve ligar à Linha SNS24. Vai ser atendido por um profissional de saúde que segue um algoritmo e determina o grau de cuidado que necessita. Uma dor de cabeça é um sintoma que pode ser incapacitante. Mas antes de tratar um sintoma temos que tratar a causa, isso é o mais importante”, alerta Ana Correia Oliveira.

A especialista reconhece que “não há nenhuma característica específica que distinga uma cefaleia causada pelo novo coronavírus”. Logo, estar atenta aos sintomas e perceber se pode ou não estar associado a um problema maior, é essencial. Na dúvida, nada como procurar esclarecer-se junto de especialistas.

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