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Couve Kale sim… mas há um senão

Rica em vitaminas e minerais, com poder antioxidante e de cores incríveis que tornam este vegetal ainda mais apelativo. Mas estudo alerta para o outro lado.

Couve Kale sim… mas há um senão

Há alimentos como a kale que ganham destaque pelos melhores motivos. ‘Descobertas’ que sempre existiram mas que são mote para um boom de receitas saudáveis. São elas que enchem o feed de Instagram das que primam este tipo de alimentação.

Foi o caso do abacate, da quinoa, da spirulina ou mesmo do tofu. A couve kale segue os mesmos passos e, uma vez mais, é pelos melhores motivos que ganha o título de tendência a apostar.

Um artigo de Harvard, de que falamos aqui, revela as propriedades anticancerígenas e anti-inflamatórias desta couve. Mais: o coração é protegido e as células reforçadas.

Mais especialistas confirmam os benefícios da Kale, que contém mais ferro que carne de vaca e mais cálcio que o leite animal. Como se não bastasse, é de cultivo fácil e barato.

O outro lado

Mas apesar de todos estes benefícios, um estudo avançado pelo Instituto Linus Pauling da Universidade de Oregón alerta para o facto de o seu consumo em exagero poder ser prejudicial. Os efeitos temidos surgem a nível da tiroide e a culpa está na progoitrina, um bioquímico que se encontra não só na couve em questão como noutros crucíferos. Brócolos, agrião, couve-flor, rúcula ou nabo são alguns dos vegetais desta família e que por isso se juntam à lista que mereceu a atenção dos investigadores.

A progoitrina inicia a sua atuação quando ingerida ao converter-se em goitrina, bioquímico que diminui a produção da hormona tiroideia e bloqueia o iodo essencial ao seu funcionamento. Segundo a referida investigação, uma das consequências desta alteração reflete-se nos níveis de açúcar no sangue, que são alterados.

Qual a dose certa?

Esta é uma questão para a qual os investigadores estadunidenses não encontraram resposta. A sensibilidade à progoitrina varia muito de pessoa para pessoa. Os especialistas alegam que a dose certa terá de ser definida a cada caso, por parte do médico que acompanha cada indivíduo.

Principal conclusão? Nem a kale nem outros vegetais crucíferos devem ser eliminados da sua alimentação. De todo! Ainda assim, nada como estar atenta às doses e apostar na diversidade. Seja a kale ou outro alimento merecedor de grande destaque, não há produtos milagres. Todos eles só oferecem benefícios se comidos de forma consciente.

Percorra a galeria de imagens e conheça outros vegetais que integram a lista apontada pelo estudo da Universidade de Oregón.


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