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Correr uma maratona pela primeira vez traz-lhe anos de vida

Os efeitos de toda uma preparação para a prova de 42km revertem-se em benefícios para a saúde, nomeadamente o equivalente a ficar 4 anos mais jovem, diz estudo.

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Conseguir completar uma maratona é um feito que muitos ambicionam. O levar-se ao limite e o sentimento de superação são aspetos queridos por quem se prepara para os míticos 42km.

Embora estes sejam, para a maioria, os principais objetivos, o certo é que todo o esforço físico reflete-se também em melhorias a nível físico. Assim comprova um estudo publicado hoje, 7 de janeiro, no Journal of The American College of Cardiology, levado a cabo com o intuito de determinar se os exercícios de preparação para uma maratona podem de facto reverter a relação entre idade e enrijecimento aórtico, uma natural consequência do envelhecimento humano.

Uma consequência possível de se prevenir?

Ora, tal consequência que surge com o avançar da idade contribui para certos riscos relacionados com problemas cardiovasculares. Para os evitar, existem certos programas de treinos pensados na redução da rigidez aórtica. Contudo, não são um tipo de treino generalizado que possa ser seguido por qualquer um enquanto método preventivo.

A alternativa parece estar então na preparação para a maratona, segundo conclui o Estudo da Maratona, investigação que contou com o contributo da Fundação Britânica para o Coração, Risco Cardíaco na Juventude e do Centro de Pesquisa Biomédica Cardiovascular Barts.

Para chegar a tais conclusões, a equipa de investigação analisou um total de 138 maratonistas estreantes que se preparavam para Maratona de Londres. A amostra contou com indivíduos de ambos os géneros, com idades compreendidas entre os 21 e os 69 anos.

Além do acompanhamento do treino até à prova, a equipa acompanhou a amostra nas duas semanas posteriores à mesma. Findo o período, avaliou-se a pressão arterial aórtica central e rigidez aórtica através de uma ressonância magnética cardiovascular. Com a recolha de tais valores, foi então possível calcular a ‘idade aórtica’ de cada um. Ao especificar os casos com melhores resultados, nota-se que os benefícios foram maioritariamente registados nos homens de idade mais avançada. Em especial aqueles com pace de corrida mais baixo.

Apesar disso, as vantagens foram apontadas a toda a amostra, mesmo por parte de quem treina a intensidades mais reduzidas.

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