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Como atenuar as manchas que aparecem no rosto?

Fomos tirar as teimas com a ajuda de uma dermatologista.

manchas vermelhas

De cor acastanhada, o melasma é um tipo de hiperpigmentação que afeta maioritariamente o sexo feminino. Dependendo de caso para caso, há várias hipóteses para o aparecimento destas pequenas manchas, “como a ação dos estrogénios com a luz solar, que levam a essa pigmentação na face e também a nível dos antebraços.

Os fatores genéticos e outros fatores desencadeantes, como a pílula, a gravidez e os próprios cosméticos, contendo substâncias perfumadas, podem agravar esse tipo de pigmentação”, começa por explicar a dermatologista Evelina Ruas, do Centro Cirúrgico de Coimbra.

A prevenção é a palavra de ordem e, aqui, a proteção solar assume-se como protagonista. “A partir do momento em que se verifica essa patologia, o melasma, há que evitar a exposição solar, usando e abusando da utilização de protetores solares adequados e ter a consciência de que esse uso é apenas uma parte do tratamento”, continua a especialista, salientando que, em alguns casos, especialmente em mulheres que já foram mãe e que já tomam a pílula há muitos anos, pode ainda ser necessário trocar o contracetivo oral por uma alternativa com menor dose hormonal.

Segundo a dermatologista, o tratamento do melasma é um processo com várias etapas e que, por vezes, pode ter de levar a tratamentos em clínica, até porque “há despigmentantes à venda em supermercados, farmácias e parafarmácias que em casos mais suaves resolvem, mas nem sempre. Não podemos generalizar”.

 

A chave do sucesso

No que toca às machas que se espalham pelo rosto, nada como proteger a pele contra a ação solar… e, sim, independentemente da estação do ano! Procurar a sombra, usar chapéu e um protetor solar com FPS 50 ou mais e com ação contra os raios UVA e UVB é fundamental. Aliás, “há protetores específicos para pessoas com pigmentação, há uns que podem até ter uma ligeira cor, a que chamamos BB, que dá para mascarar as manchas”, elucida Evelina Ruas, deixando o aviso: opte sempre por um fator de proteção solar acima dos 50 e replique ao longo do dia, especialmente se estiver constantemente ao sol.

O conselho da especialista

Antes de mais, esqueça as mezinhas caseiras e o que lê na internet. Se quer mesmo atenuar ou livrar-se do melasma, nada como consultar um dermatologista para saber qual o plano de ação mais eficaz para si. “Não é fácil saber ler o rótulo [de um cosmético]. Recomendo, numa primeira abordagem, e em situações mais ou menos suaves, usar um protetor 50 ou mais e usar eventualmente cosméticos credíveis no mercado”, porém, a dermatologista que há sempre o risco de “falha terapêutica”, em que a mulher não vê o efeito desejado, ou de “não tolerar o creme, causando uma sensibilidade ou uma dermatite à boleia dos despigmentantes”, especialmente dos mais potentes.

 

O tratamento em clínica

 

Dependendo do grau do melasma, há ainda toda uma parte terapêutica nesta equação. Diz a especialista que “há o tratamento médico com despigmentantes e o tratamento que chamamos cirúrgico, que abrange a terapia a laser e os peelings, que são a dermoabrasão com produtos químicos. Isto são tratamentos em consultório, mas antes desses, há sempre uma rotina com medicamentos tópicos quatro a sete semanas antes do procedimento, o que ajuda imenso”. Em alguns casos, esclarece, “usamos produtos manipulados, que são misturas de vários tópicos, nomeadamente a hidroquinona, o ácido glicólico, a resorcina, o ácido acetilsalicílico, o ácido kójico e o ácido tranexâmico. O ácido kójico, glicólico, tranexâmico e salicilico em baixas percentagens, existem em imensos cosméticos de venda livre, com eficácia por vezes questionável “.

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