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Celulite provocada por picada de inseto?

Celulite infecciosa
Celulite infecciosa

A celulite infecciosa é um problema real. E perigosa, porque ‘gosta’ de aparecer das formas mais estranhas possíveis.

 

Celulite infecciosa: aquela que nem sempre se vê

A pele é um tecido altamente dinâmico cuja principal função é a proteção do organismo. Como resultado, isto impede a fuga de substâncias celulares e a penetração de elementos perigosos. De acordo com a dra. Fátima Carvalho, podologista responsável pelo Centro Clínico do Pé, “ao estabelecerem o limite entre o organismo e o ambiente, a pele e as mucosas são responsáveis por desencadear fenómenos biológicos quando detetam agentes estranhos provenientes do exterior”.

A infeção cutânea surge frequentemente devido a qualquer dano que altere a integridade da epiderme. “Ocorre seguida a invasão da derme e do tecido celular subcutâneo por um agente patogénico”, indica a podologista. Nestas situações, os mecanismos imunitários do nosso corpo são solicitados como resposta à invasão.

 

Quando o problema fica mais sério

Caso a infeção atinja a derme profunda e o tecido subcutâneo, “podem desencadear-se diversas condições patológicas, entre as quais a celulite”, alerta. Esta condição apresenta dificuldades na distinção entre o tecido infetado e o não infetado, que nem sempre é clara.

Celulite infecciosa

O que caracteriza a celulite infecciosa

A especialista refere que “as infeções dos tecidos moles são caracterizadas por inflamações agudas, difusas, edematosas, supurativas e disseminadas. Contudo, estão frequentemente associadas a sintomas sistémicos como mal-estar, febre e arrepios”. E o que acontece se a infeção atingir tecidos mais profundos? “Pode resultar em necrose dos tecidos, o que requer o desbridamento cirúrgico extensivo”.

 

Como a celulite infecciosa pode aparecer

A entrada dos agentes patogénicos “é favorecida pela presença de cortes na pele, pé de atleta, picadas de inseto, insuficiência venosa crónica, síndrome nefrótica, úlceras no membro inferior, úlceras de pressão, diabetes, obesidade, doença hepática, excesso de álcool, feridas cirúrgicas, queimaduras, uso de drogas por via endovenosa”.

Há casos em que a ‘porta de entrada’ não é aparente, não sendo evidentes os focos da infeção. Com o alojamento da infeção os pacientes têm maior risco de propagação por via sanguínea e através dos vasos linfáticos. Nestes casos, “a evolução pode ocorrer de forma muito rápida, originando alterações como edema (acumulação de líquidos), eritema (rubor da pele), aumento da temperatura local e dor, associados a vários graus de sintomas sistémicos resultantes exatamente da disseminação da infeção”.

 

Como agir?

Nestes casos, o primeiro passo é realizar um diagnóstico diferencial. “Isto auxilia na exclusão de outras patologias como dermatite atópica, urticária, erisipela, reação inflamatória a picadas de insetos e tromboflebite superficial”.

 

Há tratamento

O tipo de tratamento é aplicado de acordo com o grau de celulite presente. A nível local, a podologista indica que “é recomendado o repouso, imobilização e elevação da área para reduzir o edema, bem como o tratamento das ‘portas de entrada’”. No caso de a infeção ser ligeira ou moderada, “é utilizada antibioterapia oral”. E se for mais severa? “Utiliza-se antibioterapia endovenosa”. Tudo tem solução!

 

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