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Catarina Gouveia deixa uma mensagem para quem sofreu um aborto

A atriz falou com a Women’s Health sobre aborto espontâneo, um assunto que considera ser ainda um tabu.

Embora o aborto espontâneo seja uma das causas mais comuns para se perder um bebé enquanto se está grávida, este assunto ainda é um tabu em Portugal e no mundo.

A March of Dimes, uma Instituição, nos Estados Unidos, que trabalha com saúde materno-infantil, indicou que a 10 a 15% das mulheres grávidas pode sofrer um aborto espontâneo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, esta perda é definida de forma diferente em todo o mundo, mas de uma forma em geral, um bebé que morre antes das 28 semanas de gravidez é chamado de aborto espontâneo.

Por achar que é importante desmistificar este tabu e também por ela própria já ter sofrido com esta perda no passado, Catarina Gouveia partilhou com a Women’s Health a sua experiência.

“Nós mulheres temos de falar do que é bom [na gravidez], mas também da realidade e do que é menos positivo, porque o aborto acontece e não nos torna menores e culpadas”, refere.

“Na altura quando descobri que estava grávida foi uma felicidade gigante e esta possibilidade nunca me passou pela cabeça, porque não se fala sobre este assunto. No entanto, o aborto é muito comum e faz com que, enquanto mulheres, nos sintamos impotentes, sozinhas e com um enorme sentimento de culpa”, conta a atriz.

Catarina Gouveia diz que na altura em que decidiu partilhar a sua história, recebeu muitas mensagens e que nunca imaginou que tantas mulheres tivessem passado pelo mesmo. “Nós mulheres temos de falar do que é bom [na gravidez], mas também da realidade e do que é menos positivo, porque o aborto acontece e não nos torna menores e culpadas”, refere.

Consciência, autoanálise e um esforço para alcançar a tranquilidade foi o que ajudou a atriz a superar este mau momento que teve no passado. “Eu senti que a magia de quando se descobre que estamos grávidas fica sempre mais melindrada por esta experiência traumática e, neste sentido, o meu primeiro trimestre foi com muitos receios, alguma inquietude e ansiedade que tentava gerir e pensar que para o meu bem e para o bem da minha bebé o melhor seria eu estar o mais relaxada possível e confiar que tudo iria correr bem”, explica.

Uma mensagem para as mulheres que passaram por esta experiência

“Procurem ajuda, no sentido de procurarem alguém com quem possam falar abertamente sobre o assunto. Não guardem a dor só para vocês, porque é uma solidão muito grande que acabamos por sentir”.

“Dividir a dor é sempre mais vantajoso do que guardarmos só para nós e há sempre motivos muito fortes que, na altura, não conseguimos compreender o porquê de acontecer connosco, mas que mais cedo ou mais tarde, vamos acabar por compreender. Além disso, é preciso confiar de que para a próxima vai correr sempre melhor”, diz Catarina Gouveia.

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