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A ligação entre a carne processada e o aumento do risco de cancro da mama

O cancro é a doença que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), vai ser responsável por 9.6 milhões de mortes em todo o mundo em 2018. Esta doença, de forma simplificada, consiste na transformação de células normais em células tumorais, levando a lesões pré-cancerosas e até a tumores malignos.

Apesar de esta ser uma doença com maior índice de mortalidade em países menos desenvolvidos, afeta grandemente o mundo ocidental. Nesse sentido, existem uma série de comportamentos de risco que podemos evitar. Ao não haver uma vacina ou um medicamento de prevenção contra o cancro, torna-se ainda essencial desenvolvermos atividades para prevenir o possível aparecimento da doença.

O consumo de tabaco e álcool, uma dieta pouco saudável e falta de atividade física são alguns dos principais fatores que podem ser prejudiciais ao bom funcionamento do organismo. Estima-se que entre 30% a 50% do total de cancros possa ser evitado com recurso à redução de fatores de risco. A alimentação assume aqui um papel preponderante devido ao excesso de consumo de alimentos processados que se verifica nas sociedades ocidentais.

 

 

https://www.womenshealth.pt/saude/azar-todas-causas-cancro/

 

O risco dos alimentos processados

Os alimentos processados são todos aqueles que passam por algum tipo de processo produtivo. Logo, não são apenas colhidos da natureza e introduzidos diretamente no prato. Neste caso, tem interessado à Ciência estudar a carne e, por isso, o significado de carnes processadas. Esta semana, um estudo prova a ligação entre o consumo de carne vermelha processada e o aumento do risco de cancro da mama.

Quando a carne passa por algum processo de cura, tempero com sal, fermentação, fumeiro ou outras formas para obter sabor e aumentar a validade, falamos em carnes processadas. A forma mais pura de comer carne vermelha é ingeri-la sem que tenha passado por nenhum processo artificial, ou seja, apenas o músculo do mamífero em questão, sem aditivos ou conservantes.

Bacon, fiambre, salsichas, cachorros quentes e enchidos são alguns dos produtos a evitar, segundo a OMS, por serem alimentos processados. Em 2014, esta instituição classificou mesmo a carne vermelha processada como alimentos carcinogénicos. São, então, estes os alimentos que podem exacerbar o risco de cancro, segundo investigadores de uma compilação de estudos, publicada no International Journal of Cancer.

 

Cancro da mama e os alimentos processados

De acordo a OMS, o cancro da mama será o segundo mais mortífero, em 2018, ano em que se estima que morram mais de dois milhões de mulheres devido a esta doença. Em Portugal, dados da Liga Portuguesa contra o Cancro apontam para que surjam, todos os anos, 6.000 novos casos e que, também anualmente, morram cerca de 1500 mulheres devido à doença.

Apesar de haver provas científicas, desde 2015, da relação direta entre a carne processada e o aumento de cancro, uma compilação de 15 estudos permitiu concluir que o consumo destes alimentos gera um aumento de 9% do risco de ter cancro da mama. Os investigadores desta revisão científica reconhecem que o problema dos alimentos processados é real e o Instituto Americano para a Pesquisa do Cancro afirma mesmo que qualquer quantidade de carne processada, quando consumida regularmente, aumenta os riscos de contrair cancros colorretais e no estômago.

Segundo Maryam Farvid, o autor principal da compilação, “esta análise recente sugere que o consumo de carnes processadas pode aumentar o risco de cancro da mama. Assim, reduzir a quantidade de carne vermelha processada parece ser benéfico para a prevenção do cancro da mama”.

Faça escolhas mais conscientes no seu dia-a-dia, de modo a evitar o cancro. Veja a galeria e descubra as sugestões da Organização Mundial da Saúde e da Direção Geral da Saúde.


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