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Cancro: tudo sobre os três rastreios que podem salvar a sua vida

Cancro da mama, do colo do útero e do cólon e reto são os rastreios previstos no Programa Nacional de Rastreios Oncológicos.

Cancro
Unsplash

Devido à pandemia, muitos cuidados de saúde foram adiados. Na verdade, durante a pandemia, mais de quatro mil cancros da mama, do cólon e reto e do colo do útero terão ficado por diagnosticar, devido à redução dos rastreios, segundo o Movimento Mais Saúde, do qual faz parte a Ordem dos Médicos.

De acordo com Pedro Lopes, médico de clínica geral, “os rastreios são a aplicação de um determinado exame numa população saudável para identificar casos que, se não há sintomas, são difíceis de identificar”. Em Portugal, existem três rastreios que estão inseridos no Programa Nacional de Rastreios Oncológicos: cancro da mama, colo do útero e colorretal.

Cancro da Mama

De acordo com Pedro Lopes, no caso do cancro da mama, “o exame de eleição é a mamografia, que deve ser feita por todas as mulheres a partir dos 50 anos a cada dois anos”. No entanto, este exame deverá ser iniciado mais cedo se houver algum fator de risco familiar, por exemplo, ou se houver alguma alteração identificada pela mulher.

Os dados do Portal da Transparência do SNS indicam que, em 2021, havia menos 116.276 mulheres com a mamografia em dia, em comparação com 2019. Este valor significa uma redução de 18% de mulheres rastreadas para o cancro da mama. Esta diminuição refletiu-se nos diagnósticos do cancro da mama: neste período, terão ficado 1868 por detetar, de acordo com o Movimento Mais Saúde.

Cancro do Colo do Útero

O rastreio do cancro do colo do útero, que, na maioria dos casos, é provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV), é feito por todas as mulheres “a partir do momento que iniciam a sua vida sexual”, refere Pedro Lopes. Segundo o especialista, este rastreio é feito através de uma citologia vaginal (teste do Papanicolau) a cada cinco anos.

Em 2021, de acordo com o Portal da Transparência do SNS, houve menos 166.398 mulheres com rastreio atualizado do que em 2019, o que significa uma diminuição de 14%. De acordo com o Movimento Mais Saúde, terão ficado por diagnosticar 399 cancros do colo do útero.

Cancro Colorretal

O rastreio do cancro colorretal destina-se a homens e mulheres a partir dos 50 anos. Segundo Pedro Lopes, este exame “é feito através de colonoscopia ou através de pesquisa de sangue oculto nas fezes, sendo que a colonoscopia deve ser feita a cada cinco anos e a pesquisa de sangue oculto, anualmente”.

No fim de 2020, havia menos 116.276 utentes com rastreio atualizado do cancro colorretal do que em 2019, o que significa uma redução de 7%. Em 2021, o número de rastreios aumentou, mas, ainda assim ficaram 3% aquém de 2019. De acordo com o Movimento Mais Saúde, terão ficado por diagnosticar 2155 cancros colorretais.

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