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Como o yoga pode melhorar a sua vida

Pronta para dar uma volta de 180º à sua vida?

yoga

Deve haver mais nas posturas invertidas do que uma boa fotografia para postar no Instagram, ou não haveria tanta gente (com um corpo fit) a praticá-las.

O professor de yoga Rui Oliveira Costa, do Jaya Lab, Yoga & Aerial Arts em Lisboa, confirma as nossas suspeitas: “Nas posições invertidas, os membros inferiores e o coração ficam posicionados acima dos membros superiores e da cabeça, sujeitando o corpo invertido à ação da força da gravidade, um efeito descompressor, estimulante e renovador.

A nível energético, estimulam os centros energéticos existentes no topo da cabeça”. A prática regular destas posturas remove os bloqueios da energia vital (Prana), para que esta energia flua nos seus canais energéticos (Nadis). Só assim estará pronta para a fase que se segue: a meditação. Ommm.

Pernas para o ar

Para executar a maioria das posições invertidas, é importante fazer uma prática regular, disciplinando o corpo e a mente. “Através de posturas mais simples, o praticante prepara-se para as mais complexas, desenvolvendo primeiro o equilíbrio vertical, a estabilização, fortalecimento e flexibilidade da coluna vertebral, ombros, omoplatas, cotovelos e musculatura abdominal profunda.

Devem ser consideradas as contraindicações médicas, como o glaucoma, hérnias dos discos intervertebrais, cirurgias recentes, etc.”, adverte Rui Costa. Dependendo da prática, as invertidas podem levar doze meses para serem realizadas com segurança. “A maioria das pessoas precisa de anos para as concretizar confortavelmente. Tente apreciar o caminho sem se preocupar muito com o resultado final”, aconselha a instrutora sueca Rachel Brathen.

Dica útil: “O segredo de encontrar o equilíbrio de cabeça para baixo está na confiança que temos nas nossas capacidades”, diz a instrutora Rachel Brathen, no livro Yoga Girl.

Salamba sarvangasana

Esta é uma posição de equilíbrio sobre os ombros, nuca e cotovelos contra o chão. Os braços estão apoiados no chão e as mãos apoiam a zona lombar, auxiliando a verticalidade do tronco, cintura pélvica e membros inferiores.

Execução: Comece da posição deitado de costas no chão com os joelhos fletidos. Os braços e mãos devem estar apoiados ao longo do corpo no chão e os pés próximos das nádegas. Traga os joelhos em direção à testa, equilibrando-se nesta posição.
Depois, apoie as mãos nas costas, dirigindo os ombros e omoplatas em direção à coluna vertebral, ajustando-se para iniciar a subida das pernas e pés para cima. Deverá manter o pescoço e garganta descontraída para que possa respirar profundamente.
Para ajudar na performance, aconselha-se o uso de um cobertor dobrado entre o tapete e os ombros, protegendo assim o apoio da sétima vértebra cervical, bem como um cinto que deve ser passado nos cotovelos à largura externa dos ombros, para que assim se mantenham bem alinhados.

Matsyabhedah

Na postura semi-invertida, os pés, os cotovelos e as mãos estão apoiados no chão. Eleve a pélvis, dirigindo as nádegas para cima. Nesta posição, a cabeça está abaixo do coração, mas os membros inferiores e membros superiores estão no mesmo plano. Por mobilizar as omoplatas e produzir algumas alterações do fluxo sanguíneo, é uma excelente postura para depois preparar o Sirsasana.

Execução: Partindo de Adho Muka Svanasana (cão a olhar para baixo), apoie os cotovelos no chão. Pode entrelaçar os dedos ou simplesmente apoiar as palmas das mãos. Apoie os pés, ajustados à largura das ancas.
Com os calcanhares levemente rodados para fora, procure estender os joelhos e rodar o cóccix para trás e para cima.

Sirsasana

Também chamada de Invertida sobre a cabeça, é uma posição onde o topo da cabeça, os cotovelos, antebraços e mãos, com os dedos entrelaçados, permitem elevar o corpo verticalmente.

Execução: De joelhos no tapete, coloque as mãos a envolver externamente os cotovelos apoiados no chão. Alinhe-os com os ombros e entrelace os dedos, formando um triângulo.
Apoie o topo da cabeça no tapete com a parte posterior envolvida pelas mãos e pelos polegares, na vertical.
Com os dedos dos pés no chã o e estendendo os joelhos, caminhe em direção à cabeça. Mantenha o pescoço e o tronco verticais, alinhando as ancas sobre os ombros.
Lentamente, dobre os joelhos e aproxime-os do peito, mantendo o equilíbrio.
Eleve as pernas, esticando os joelhos e apontando os pés em direção ao teto. 1, 2, 3: modo zen on!

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