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Bumba na Fofinha: “A autoestima dos putos é medida pelo número de likes. É tramado”

No Dia Mundial da Saúde Mental, Mariana Cabral fala à WH sobre a pressão pós parto, mas que se estende a outras fases da nossa vida, nomeadamente a adolescência.

Bumba na fofinha
Fotografia: João Portugal

“As primeiras semanas do pós-parto são sobre tentares manteres-te à tona”, diz-nos Mariana Cabral, na entrevista que deu à Women’s Health sobre aceitação corporal e amor-próprio. Uma conversa que se focou muito na fase do pós-parto, não tivesse a humorista sido mãe há 4 meses.

“A primeira coisa que as pessoas dizem é ‘estas muito bem, nem parece que foste mãe. E ninguém se lembra de perguntar se andas a dormir. Se precisas de ajuda. Se queres que fiquem com o bebé para dormires uma sesta…”. Às nossas leitora, Bumba na Fofinha garante que esta fase vai melhorar. “Nem sempre é tão rápido quanto se espera, mas melhora. E às vezes volta a piorar. Pensas que ela vai dormir a noite toda e não dorme. Parece cliché, mas acho que o importante é mesmo aprender a viver um dia de cada vez, não ter expectativas de nada e pedir ajuda!”.

“O importante é aprender a viver um dia de cada vez, não ter expectativas de nada e pedir ajuda!”

Um dos conselhos que deixa é mesmo este: pedir ajuda, certa de que não nos podemos achar insubstituíveis. “Não é por seres mãe que vais fazer as coisas melhor ou pior. Há muita gente capaz de fazer o fazer, por isso o importante é delegar”. Algo que por vezes se torna difícil pelo estigma social que nos leva à expressão “mãe é mãe”. “Sim, e pai é pai”, responde Mariana.

“Se nós sofremos isso e já temos a nossa personalidade cristalizada, imaginemos os adolescentes do nosso tempo. Já sabemos bem o que é ser adolescente. É ser recortes de revista, é ser tudo e não ser nada. Estás a descobrir-te. Então imaginem o que é a crise de autoestima de crescer com filtros de Instagram, crescer a ter como exemplos e ídolos pessoas que só mostram o lado solar da vida… o que é que podemos fazer, enquanto sociedade, para ajudar a construir a sua autoestima?”, questiona.

“O que é que podemos fazer, enquanto sociedade, para ajudar a construir a sua autoestima?”

“Se por um lado, devemos apoiá-las nas mudanças que querem fazer, por um lado temos de fazer um trabalho de aceitação do corpo. Temos de fazer um trabalho enorme para combater a dismorfia corporal que é um problema grande; este de sentirem que precisam de fazer 40 plásticas quando estão completamente bem e em crescimento. Onde está a fronteira entre a liberdade para nos transformarmos e a aceitação de ser quem somos em determinado momento? É difícil navegar essa dualidade. A autoestima dos putos hoje em dia é medida consoante o número de likes. é tramado…”, lamenta Mariana Cabral.

Recorde-se que a edição da Women’s Health atualmente em bancas, por ter sido lançada no mês de Outubro, dedicado à Saúde Mental, destaca vários temas relacionados com esta temática. Neste âmbito, não podíamos deixar de destacar a entrevista a Bumba na Fofinha nos que pode ler na íntegra na edição impressa da Women’s Health.

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