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Inicio Treino “O boxe é para todos os géneros, faixas etárias e classes sociais”

“O boxe é para todos os géneros, faixas etárias e classes sociais”

Assim garante Rita Soares, professora de boxe no clube 1 Fight, em Lisboa, com quem falámos sobre esta modalidade e a relação que a atleta tem com a mesma.

Rita Soares

Tem 29 anos, pratica boxe desde os 12 e não se imagina a ter uma profissão que não esteja ligada à modalidade. Rita Soares é professora de boxe no clube 1Fight, em Lisboa. A modalidade acompanha-a há 17 anos, um percurso que lhe faz olhar para esta prática com respeito e a certeza de que esta nobre arte está em constante evolução.

“Assim que experimentei o boxe, [por influencia do pai], apaixonei-me completamente. Posso afirmar que o boxe mudou a minha vida: após uma adolescência difícil, foi no boxe que encontrei o caminho para concretizar os meus objetivos pessoais e profissionais”, diz à Women’s Health a atleta que já foi três vezes campeã nacional desta modalidade.

Este é de facto um desporto de combate, mas desengane-se se acha que se cinge a quem quer competir. É pois um desporto “para todos os géneros, faixas etárias e classes sociais”. É para todos os que pretendem “melhorar a sua condição física e descarregar o stress do dia-a-dia”, garante Rita Soares. Mais: é uma mais-valia enquanto defesa pessoal. E é por isso que o boxe conta com cada vez mais adeptas do sexo feminino, que “encontram na modalidade uma forma de elevar a sua autoestima, autoconfiança e ter uma noção de autodefesa quando colocadas em situações de perigo”, garante a professora entrevistada pela Women’s Health.

Rita Soares, boxe

Por tudo o que promove, Rita Soares aconselha a que se inicie o boxe a partir dos seis anos de idade (e há cada vez mais crianças e jovens a procurar a modalidade desde tenra idade). Mas, entre adultos, os homens não ficam de fora da equação: no 1Fight, que é um espaço essencialmente dedicado aos desportos de combate, o sexo masculino perfaz cerca de 55% das lotações das aulas de boxe lecionadas por Rita Soares.

O que é preciso ter?

Além de umas ligas, luvas de boxe e roupa e calçado confortável, a nossa entrevistada aponta a necessidade de se ter “vontade de aprender, espírito de sacrifício e abertura a novos desafios”. Acha que é para si? Também achamos que vale a pena experimentar, mais que não seja para poder comentar, por experiência própria, o que é praticar a nobre arte, como Rita descreve o boxe. Afinal, o boxe é a única modalidade de combate que integra os Jogos Olímpicos, desde 1904, o que faz desta uma das modalidades mais antigas. Além disso, “é considerada uma ‘dança’ onde dois oponentes se movem de forma ágil e inteligente, com o intuito de pontuar, e encontrar estratégias para ‘desequilibrar’ o seu opositor”, descreve Rita Soares.

E é com esta descrição que lhe deixamos o convite para experimentar o boxe, modalidade cada vez mais reconhecida em Portugal. Para Rita, a prática continua. Apesar dos seus 17 anos de experiência, sente que aprende algo novo todos os dias. “O boxe olímpico não é estanque, o jogo evolui, as regras evoluem e sofrem constantes mudanças. Sinto que tenho sempre algo para evoluir e desenvolver, é para isso que trabalho diariamente”, refere, de olhos postos nos Jogos Olímpicos, competição para a qual se pretende apurar.

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