Menu
Inicio Treino Avaliação funcional: o segredo para melhor rendimento?

Avaliação funcional: o segredo para melhor rendimento?

resistência

Especialistas ou não tão experts na matéria alegam frequentemente a necessidade de se fazer uma avaliação funcional. Diz-se que este é o caminho para conseguir render mais nos treinos. Será?

A resposta é dada por Delfina Pinheirinho, personal trainer no Breathe Sport Fitness, no Porto. A PT começa por explicar que “a realização da avaliação física marca toda a diferença no que respeita à segurança e à eficácia da prescrição de treino”. Esta é pois “uma ferramenta fundamental; possibilita ao profissional conhecer os pontos fortes e fracos e criar um programa de treino ajustado às suas reais necessidades e objetivos”.

“Permite ainda, mais à frente, acompanhar a evolução do aluno e ajustar a prescrição de exercícios em relação à carga de esforço e frequência de treino”. Assim sendo, o profissional pode avaliar vários parâmetros no aluno, mas em geral uma avaliação completa inclui: anamnese, avaliação da composição corporal, avaliação cardiorrespiratória e avaliação funcional.

Ponto de partida: anamnese

O método consiste no registo de dados pessoais, histórico familiar, diagnósticos clínicos e hábitos de estilo de vida do aluno. A avaliação da composição corporal mensura todas as medidas de morfologia externa e reflete a saúde do aluno. Normalmente a técnica mais utilizada é a bioimpedância (BIA) que determina a quantidade total de água corporal, massa magra (ossos, músculos e órgãos), a real quantidade de massa adiposa (gordura) e identifica a necessidade de perda, ganho ou manutenção do peso corporal.

O outro método é a avaliação antropométrica que utiliza parâmetros como o peso e índices antropométricos como o IMC. Usa-se também a medição de pregas cutâneas. Daqui, o valor individual permite concluir em que local o indivíduo tem maior acumulação de gordura. O seu somatório permite a análise de gordura como um todo. Mede-se ainda os perímetros corporais.

Este é um aspeto que não se fica pela questão estética. Permite o controlo de assimetrias de volume muscular, pode servir como indicador de risco de aparecimento precoce de doença. A PT alerta para casos como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, obesidade e doenças cardiovasculares.

Esta avaliação é fundamental para o diagnóstico nutricional do aluno, e, por isso, é um procedimento habitualmente realizado por nutricionistas.

Por último, a avaliação cardiorrespiratória. É efetuada com a aplicação de testes físicos para avaliar o esforço e medir a capacidade aeróbia máxima (VO2 MAX). Por tudo isto, se treina regularmente, nunca abdique de uma avaliação funcional.


Leia também:

Como melhorar a resistência durante os treinos

Brand Story